PT foca no crescimento no Congresso e reduz candidaturas a governos estaduais

Partido dos Trabalhadores prioriza eleger senadores e deputados, com menor número histórico de candidatos a governador

PT foca no crescimento no Congresso e reduz candidaturas a governos estaduais
Bandeira do Partido dos Trabalhadores. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

PT prioriza eleição de deputados e senadores em 2026, reduzindo número de candidaturas a governos estaduais para potencializar força legislativa.

O Partido dos Trabalhadores (PT) inicia 2026 adotando uma estratégia eleitoral que privilegia o crescimento no Congresso Nacional, especialmente na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Com o foco na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a legenda opta por reduzir o número de candidaturas próprias a governos estaduais, um movimento que pode marcar o menor patamar histórico do PT nessas disputas.

Prioridade no Congresso para garantir governabilidade

Historicamente, o PT tem apresentado candidaturas a governador em diversas unidades da federação, porém, neste ano, a sigla sinaliza que poderá lançar apenas sete candidatos, incluindo três tentativas de reeleição. Essa decisão estratégica está alinhada a uma orientação da direção nacional para fortalecer a bancada no Senado, cujo número de cadeiras em disputa chega a 54 em 2026.

Dirigentes do PT avaliam que conquistar a maioria no Senado é fundamental para evitar retrocessos e garantir o avanço das reformas necessárias durante um eventual quarto mandato de Lula. Esse foco é semelhante ao adotado por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que também mira ampliar sua influência no Legislativo.

Candidaturas regionais e manutenção de bases

Apesar da priorização do Legislativo, o PT mantém candidaturas em estados onde possui força ou potencial de crescimento, buscando também preservar os governos já conquistados. Na última eleição, o partido disputou 13 governos estaduais e venceu quatro: Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte.

Entre os governadores que devem buscar novos mandatos, destacam-se Fátima Bezerra, no Rio Grande do Norte, que tentará uma vaga no Senado, e Rafael Fonteles, no Piauí, que lidera pesquisas locais e demonstra estabilidade eleitoral. Outros nomes, como Jerônimo Rodrigues (Bahia), Elmano de Freitas (Ceará) e Cadu Xavier (secretário de Fazenda do RN), enfrentam desafios eleitorais maiores, ocupando as posições intermediárias nas pesquisas.

Negociações e candidaturas em definição

O PT negocia candidaturas em estados como São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão, com reuniões programadas para aprofundar o debate no início de fevereiro. No caso paulista, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é o nome preferido do partido, embora tenha resistido à candidatura até o momento.

Em Minas Gerais, há divergências entre apoio ao senador Rodrigo Pacheco (PSD) e o lançamento de candidato próprio, enquanto no Mato Grosso do Sul e Maranhão surgem candidaturas locais com desafios para fortalecer palanques alinhados.

Estratégias para fortalecimento legislativo

A prioridade do PT em 2026 é a ampliação da bancada no Congresso, com atenção especial ao Senado para assegurar governabilidade. O partido orienta a formação de chapas competitivas para assembleias legislativas, Câmara dos Deputados e Senado, visando consolidar uma nova correlação de forças no Legislativo.

Essa tática será discutida e possivelmente consolidada no Congresso Nacional do PT, marcado para abril, época em que também deverá ocorrer a renovação da federação partidária com PCdoB e PV. A resolução aprovada em dezembro reforça a centralidade da reeleição de Lula e a importância de eleger representantes estratégicos para garantir a continuidade política do governo.

O cenário eleitoral do PT em números

Desde 1990, o PT vem ajustando o número de candidaturas a governador, com um pico de 24 em 2002 e um declínio notável nas últimas eleições, chegando a 13 em 2022. A projeção para 2026 indica um número ainda menor, refletindo a aposta maior no Legislativo.

Esse reposicionamento evidencia uma mudança significativa na estratégia eleitoral da legenda, que busca equilibrar presença executiva e legislativa para fortalecer sua atuação política nacional.

![Bandeira do Partido dos Trabalhadores. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula](https://images.metroimg.com/2026/01/bandeira-pt.jpg)

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Ricardo Stuckert/Instituto Lula