Partido dos Trabalhadores prioriza eleger senadores e deputados, com menor número histórico de candidatos a governador

PT prioriza eleição de deputados e senadores em 2026, reduzindo número de candidaturas a governos estaduais para potencializar força legislativa.
O Partido dos Trabalhadores (PT) inicia 2026 adotando uma estratégia eleitoral que privilegia o crescimento no Congresso Nacional, especialmente na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Com o foco na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a legenda opta por reduzir o número de candidaturas próprias a governos estaduais, um movimento que pode marcar o menor patamar histórico do PT nessas disputas.
Prioridade no Congresso para garantir governabilidade
Historicamente, o PT tem apresentado candidaturas a governador em diversas unidades da federação, porém, neste ano, a sigla sinaliza que poderá lançar apenas sete candidatos, incluindo três tentativas de reeleição. Essa decisão estratégica está alinhada a uma orientação da direção nacional para fortalecer a bancada no Senado, cujo número de cadeiras em disputa chega a 54 em 2026.
Dirigentes do PT avaliam que conquistar a maioria no Senado é fundamental para evitar retrocessos e garantir o avanço das reformas necessárias durante um eventual quarto mandato de Lula. Esse foco é semelhante ao adotado por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que também mira ampliar sua influência no Legislativo.
Candidaturas regionais e manutenção de bases
Apesar da priorização do Legislativo, o PT mantém candidaturas em estados onde possui força ou potencial de crescimento, buscando também preservar os governos já conquistados. Na última eleição, o partido disputou 13 governos estaduais e venceu quatro: Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte.
Entre os governadores que devem buscar novos mandatos, destacam-se Fátima Bezerra, no Rio Grande do Norte, que tentará uma vaga no Senado, e Rafael Fonteles, no Piauí, que lidera pesquisas locais e demonstra estabilidade eleitoral. Outros nomes, como Jerônimo Rodrigues (Bahia), Elmano de Freitas (Ceará) e Cadu Xavier (secretário de Fazenda do RN), enfrentam desafios eleitorais maiores, ocupando as posições intermediárias nas pesquisas.
Negociações e candidaturas em definição
O PT negocia candidaturas em estados como São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão, com reuniões programadas para aprofundar o debate no início de fevereiro. No caso paulista, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é o nome preferido do partido, embora tenha resistido à candidatura até o momento.
Em Minas Gerais, há divergências entre apoio ao senador Rodrigo Pacheco (PSD) e o lançamento de candidato próprio, enquanto no Mato Grosso do Sul e Maranhão surgem candidaturas locais com desafios para fortalecer palanques alinhados.
Estratégias para fortalecimento legislativo
A prioridade do PT em 2026 é a ampliação da bancada no Congresso, com atenção especial ao Senado para assegurar governabilidade. O partido orienta a formação de chapas competitivas para assembleias legislativas, Câmara dos Deputados e Senado, visando consolidar uma nova correlação de forças no Legislativo.
Essa tática será discutida e possivelmente consolidada no Congresso Nacional do PT, marcado para abril, época em que também deverá ocorrer a renovação da federação partidária com PCdoB e PV. A resolução aprovada em dezembro reforça a centralidade da reeleição de Lula e a importância de eleger representantes estratégicos para garantir a continuidade política do governo.
O cenário eleitoral do PT em números
Desde 1990, o PT vem ajustando o número de candidaturas a governador, com um pico de 24 em 2002 e um declínio notável nas últimas eleições, chegando a 13 em 2022. A projeção para 2026 indica um número ainda menor, refletindo a aposta maior no Legislativo.
Esse reposicionamento evidencia uma mudança significativa na estratégia eleitoral da legenda, que busca equilibrar presença executiva e legislativa para fortalecer sua atuação política nacional.

Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Ricardo Stuckert/Instituto Lula





