Partido busca responsabilização por incidentes em redes sociais durante votação do PL da Dosimetria.
PT aciona STF e TSE sobre sumiço de perfis de esquerda nas redes sociais durante votação de projeto.
O cenário político brasileiro se intensifica com a recente ação do Partido dos Trabalhadores (PT), que decidiu ir aos tribunais para contestar o que considera um grave incidente de censura nas redes sociais. No dia 15 de dezembro de 2025, o partido protocolará uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para discutir o sumiço de perfis de esquerda no Instagram e Facebook durante um momento crítico: a votação do PL da Dosimetria.
O contexto da polêmica
Na quarta-feira, 10 de dezembro, quando o projeto foi aprovado, uma série de perfis, incluindo os do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, desapareceram das buscas nas plataformas. A Meta, responsável pelas redes sociais em questão, admitiu que houve um ‘problema técnico’ que afetou a ferramenta de busca, mas os dirigentes do PT questionam a natureza desse problema, argumentando que parece haver uma seleção tendenciosa que favorece perfis de direita.
O partido, que já havia se manifestado antes sobre a questão, divulgou uma nota denunciando o que considera um boicote que afeta diretamente a visibilidade de suas vozes em um período pré-eleitoral. O PT reafirma que qualquer forma de silenciamento representa um risco à liberdade de expressão e ao pluralismo de ideias no debate público.
Detalhes do incidente
Durante o dia da votação do PL da Dosimetria, perfis de destacados políticos de esquerda, como Lula e Gleisi, se tornaram virtualmente invisíveis nas buscas do Instagram e Facebook. Essa situação gerou um clamor entre os apoiadores da esquerda, que acusaram a Meta de favorecer uma agenda política específica. Curiosamente, perfis de figuras de direita, como os deputados Kim Kataguiri e Nikolas Ferreira, também enfrentaram problemas semelhantes, o que levanta questões sobre a eficácia e imparcialidade das ferramentas de busca utilizadas pela empresa.
Dirigentes do PT revelaram que um relatório detalhado sobre o monitoramento das redes sociais será anexado à ação judicial. Com isso, o partido espera comprovar um padrão de ‘sumiço seletivo’ que impacta diretamente suas campanhas e visibilidade.
Implicações e respostas
As ações do PT não são apenas um reflexo de um descontentamento momentâneo, mas sim um indicativo de como as redes sociais se tornaram um campo de batalha crucial na política contemporânea. Em um ambiente onde a comunicação digital é essencial para engajamento e mobilização, a percepção de que as plataformas podem estar manipulando a visibilidade de certos grupos é alarmante.
A resposta da Meta e as decisões do STF e TSE poderão ter repercussões significativas não apenas para o PT, mas para toda a dinâmica eleitoral brasileira. O caso destaca a necessidade de uma discussão mais ampla sobre a responsabilidade das plataformas digitais em relação à liberdade de expressão e à equidade no debate político.





