Quaest analisa padrões eleitorais regionais em pesquisa de 26 estados

Lula mantém força no Nordeste com correlação de 0,98 com 2022, enquanto Flávio replica voto bolsonarista com 0,95 de alinhamento

Quaest analisa padrões eleitorais regionais em pesquisa de 26 estados
Pesquisa Quaest para presidente no 1º turno. Foto: Reprodução/Quaest — 1 de 16
Pesquisa Quaest para presidente no 1º turno — Foto: Reprodução/Quaest

Pesquisa da Quaest em 26 estados revela que intenção de voto em Lula replica resultado de 2022 com correlação de 0,98, enquanto Flávio segue padrão bolsonarista

A pesquisa da Quaest divulgada em 26 estados aponta que a eleição presidencial está empatada no agregado nacional, mas revela padrões distintos por região. Lula lidera em 10 estados, incluindo todo o Nordeste e Amapá, enquanto Flávio à frente em 8 (Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Acre, Rondônia e Roraima).

Nove estados aparecem empatados na margem de erro, entre eles São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A Datafolha também realizou levantamento no Piauí.

Segundo a análise da Quaest, a correlação entre a intenção de voto atual em cada estado e o resultado do primeiro turno de 2022 é de 0,98 para Lula, indicando forte continuidade do eleitorado. De acordo com o instituto, o voto em Flávio repete o padrão bolsonarista com correlação de 0,95.

Lula amplia sua votação principalmente no Nordeste: Maranhão registra crescimento de 7 pontos, Bahia de 6, Paraíba e Sergipe de 4. Fora da região, a variação é reduzida, oscilando entre -3 (Goiás e Tocantins) e +3 (Distrito Federal), com exceção do Amapá que cresce 6 pontos.

Flávio melhora em relação a Jair Bolsonaro no Norte e Centro-Oeste: Rondônia avança 6 pontos, Mato Grosso 5, Pará 4, além de 5 pontos na Bahia. Mas perde em estados onde a direita tem alternativas: Distrito Federal cai 8 pontos, Goiás 6, Paraná, Rio Grande do Sul e Espírito Santo 3 pontos cada.

Os eleitores independentes são apontados como decisivos no processo. Eles representam entre 24% e 36% do eleitorado nos estados, com picos no Rio de Janeiro (36%), Amazonas (35%) e em Tocantins, Rio Grande do Sul e Goiás (33%).

Lula obtém apoio que ultrapassa a soma de lulistas e esquerda não lulista em quase todos os estados, especialmente no Nordeste. Flávio não consolida seu campo em Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e São Paulo, onde sua votação fica abaixo da soma de votos da direita.

A aprovação do governo explica em parte o mapa regional: saldo positivo no Nordeste, Amazonas (+7) e Pará (+4), enquanto é negativa em todo o Centro-Sul. Minas Gerais e Tocantins aparecem empatados, estados que estão em disputa.

O medo do eleitorado também organiza o voto: no Nordeste, quase 60% temem a volta da família Bolsonaro, enquanto no Norte e Sul até 64% temem mais um mandato de Lula.