Quaest aponta eleição presidencial de 2026 calcificada entre Lula e Flávio

Pesquisas estaduais revelam oscilações regionais, mas sem alteração na estrutura que organiza a escolha dos eleitores

Quaest aponta eleição presidencial de 2026 calcificada entre Lula e Flávio
Desempenho de Lula nos estados no 1º turno. Foto: Reprodução — 1 de 2
Desempenho de Lula nos estados no 1° turno — Foto: Reprodução

Pesquisas estaduais da Quaest mostram eleição presidencial com mudanças limitadas e polarização mantida entre Lula e apoiadores de Bolsonaro

As pesquisas estaduais da Quaest divulgadas nesta semana revelam uma eleição presidencial de 2026 que se movimenta pouco onde mais importa, segundo análise de Felipe Nunes, diretor da Quaest.

Há oscilações nas intenções de voto e mudanças de intensidade entre os estados, mas quando observado o conjunto, o quadro é de estabilidade. A disputa presidencial continua calcificada, polarizada entre Lula e o campo político de Jair Bolsonaro, agora representado por Flávio.

“Calcificação não significa que nada muda. Significa que as mudanças acontecem dentro de limites estreitos, sem alterar a estrutura que organiza a escolha dos eleitores”, afirmou Nunes.

Lula preserva a força no Nordeste, segundo as pesquisas. Flávio herda a vantagem bolsonarista no Sul e em parte do Centro-Oeste. São Paulo continua dividido, com inclinação à direita, enquanto Minas Gerais permanece como o estado mais próximo do equilíbrio nacional.

A comparação com 2022 ajuda a dimensionar essa estabilidade. Para fazê-la corretamente, é preciso colocar os dois números na mesma base: a intenção de voto atual deve ser comparada com os votos obtidos em 2022 sobre o total de eleitores aptos, e não com os votos válidos, explica Nunes.

As pesquisas representam todos os eleitores, inclusive aqueles que poderão se abster ou votar em branco e nulo. Mudar o denominador muda o significado do resultado. Feito esse ajuste, Lula aparece dentro da margem de erro do seu desempenho de 2022 em 16 das pesquisas estaduais divulgadas.