Levantamento indica que 47% da população de São Paulo já incorporou ferramentas de IA no dia a dia, com uso desigual entre grupos sociais

Pesquisa da Fundação Seade revela que 47% dos paulistas já utilizam inteligência artificial, mostrando diferenças por idade, renda e escolaridade.
Quase metade dos paulistas adota inteligência artificial em seu cotidiano
O uso de inteligência artificial em São Paulo alcançou 47% da população, conforme levantamento da Fundação Seade realizado em dezembro de 2025. Essa pesquisa detalha como a adoção dessas tecnologias, como ChatGPT, Copilot e Gemini, está inserida na rotina dos paulistas, mas revela também desigualdades sociais marcantes no acesso e uso da IA.
Perfil dos usuários de inteligência artificial no estado de São Paulo
Conforme o analista Irineu Barreto, a adoção do uso de inteligência artificial em São Paulo é marcada por variações significativas entre grupos sociais. Jovens entre 18 e 29 anos lideram o uso, com 74% utilizando ferramentas de IA. Pessoas com ensino superior apresentam 64% de adesão, enquanto aquelas com renda familiar acima de 10 salários mínimos chegam a 73%. Em contrapartida, 84% das pessoas com 60 anos ou mais nunca utilizaram essas tecnologias, apontando para uma divisão geracional importante no acesso.
Motivações e barreiras para o uso do uso de inteligência artificial em São Paulo
Entre os usuários, a maior parte utiliza inteligência artificial para atividades profissionais (39%), seguido por lazer (35%) e estudos (26%). Entretanto, 53% da população paulista ainda não faz uso dessas ferramentas, citando como principais motivos o desconhecimento de como utilizar (28%), desconfiança (28%) e falta de noção sobre a utilidade (18%). Esses dados indicam que a expansão da IA esbarra em desafios educacionais e de confiança.
Percepção social e impactos do uso de inteligência artificial no estado
A pesquisa também capturou a percepção dos paulistas sobre a inteligência artificial. Uma maioria de 61% considera a IA benéfica, reconhecendo seu potencial. Contudo, 53% dos entrevistados acreditam que a tecnologia pode substituir empregos, o que evidencia apreensão quanto ao impacto econômico e social dessas inovações. O debate sobre os benefícios e riscos da IA segue sendo relevante para políticas públicas e para a inclusão digital.
Desafios para democratização do uso de inteligência artificial em São Paulo
Apesar do crescimento expressivo, o uso de inteligência artificial em São Paulo permanece desigual. Fatores como idade, escolaridade e renda influenciam diretamente a adoção, o que evidencia a necessidade de iniciativas para ampliar o acesso e a alfabetização digital. Estratégias de educação tecnológica e programas de inclusão podem ser essenciais para garantir que os benefícios da inteligência artificial alcancem um público mais amplo e diverso no estado.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Igor Omilaev/Unsplash





