Ramuth classifica Lewandowski como pior ministro da Justiça na história do Brasil

Governador interino de SP critica gestão do ex-ministro e aponta falhas na política de segurança pública

Ramuth classifica Lewandowski como pior ministro da Justiça na história do Brasil
Ricardo Lewandowski durante passagem pelo Ministério da Justiça. Painel

O governador interino de SP, Felicio Ramuth, afirma que Ricardo Lewandowski foi o pior ministro da Justiça da história do Brasil, criticando sua gestão e a política de segurança pública.

O governador interino de São Paulo, Felicio Ramuth (PSD), definiu a passagem de Ricardo Lewandowski pelo Ministério da Justiça como a pior da história do Brasil. Em declarações recentes, Ramuth enfatizou que o ex-ministro não apenas deixou um legado insatisfatório, mas também contribuiu para agravar a percepção de desgoverno na atual administração federal.

As críticas centrais à gestão de Lewandowski

Ramuth destacou que a principal iniciativa de Lewandowski na pasta, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) focada em Segurança Pública, foi considerada inócua e preocupante por retirar a autonomia dos estados para gerenciar suas próprias políticas de segurança. Além disso, o governador interino pontuou declarações do ex-ministro que, segundo ele, foram infelizes e prejudiciais ao reforço da autoridade policial e da Justiça.

Entre os pontos mencionados estão:

PEC da Segurança Pública: Apresentada por Lewandowski, criticada por enfraquecer a autonomia estadual.
Declaração sobre a polícia: Comentário de que a polícia prende mal, justificando solturas judiciais, considerado um ataque à instituição policial.
Portaria controversa: Publicação que poderia prejudicar alguns estados, segundo Ramuth.

Esses elementos, na visão do governador, refletem uma gestão que não trouxe avanços e agravou a situação da segurança pública no país.

Contexto político e repercussões

Além das críticas à administração do Ministério da Justiça, Ramuth avaliou a postura do presidente Lula em relação aos eventos de 8 de janeiro de 2023, quando sedes dos Três Poderes foram atacadas. Ele classificou como um erro a ausência do centrão e dos presidentes do Congresso e do Supremo Tribunal Federal no ato de lembrança, o que, para ele, enfraqueceu o simbolismo do evento.

Ramuth ressaltou:

A perda de oportunidade do presidente Lula para se posicionar como um estadista, preferindo agradar a militância radical.
A ignorância em relação ao projeto democrático desenhado pelo Congresso para responder aos ataques.

Impactos e perspectivas para a segurança pública

A avaliação crítica de Ramuth sugere que a política de segurança pública no Brasil enfrenta desafios sérios, agravados por decisões administrativas e políticas que podem comprometer a autonomia dos estados e a atuação eficiente das forças policiais. A visão do governador interino de São Paulo serve como alerta para a necessidade de repensar estratégias e assegurar maior diálogo entre as esferas federativas.

Serviço e Segurança

Para cidadãos e gestores públicos atentos à segurança neste começo de 2026, é fundamental considerar:

Monitoramento das políticas públicas: Acompanhar o desenvolvimento e implementação das propostas de segurança.
Autonomia estadual: Defender a capacidade dos estados de adaptarem políticas conforme suas realidades.
Engajamento político: Exigir transparência e responsabilidade dos representantes eleitos.

Esses aspectos são cruciais para a construção de um ambiente mais seguro e para fortalecer a confiança nas instituições que garantem a ordem pública.

Fonte: www1.folha.uol.com.br