Ranking de 2025 coloca Brasil entre os países mais perigosos do mundo

Estudo revela aumento da violência em várias nações latino-americanas, incluindo Brasil e Equador

Ranking de 2025 coloca Brasil entre os países mais perigosos do mundo
Recente onda de violência em Sinaloa. Foto: Reuters — Foto: Recente onda de violência em Sinaloa. • Reuters

Brasil, México, Equador e Haiti estão entre os 10 países mais perigosos do mundo em 2025, segundo a ACLED.

Brasil entre os países mais perigosos do mundo em 2025

O Brasil, juntamente com México, Equador e Haiti, foi classificado como um dos 10 países mais perigosos do mundo em 2025, conforme o índice de conflitos divulgado pela ACLED (Armed Conflict Event Location and Data Project) nesta quinta-feira. Este ranking é baseado em quatro indicadores principais: mortalidade, perigo para civis, abrangência geográfica dos conflitos e o número de grupos armados.

O México ocupa a quarta posição, mantendo sua classificação do ano anterior, ficando atrás apenas da Palestina, Mianmar e Síria, que são cenários de guerra intensa. A situação no Equador é alarmante, com o país subindo 36 posições em relação a 2024, agora na sexta posição, devido ao aumento significativo da violência entre grupos criminosos que lutam pelo controle territorial.

Aumento da violência no Brasil e Haiti

O Brasil e o Haiti, ocupando respectivamente a sétima e a oitava posição, enfrentam a crescente influência de gangues que disputam o controle de áreas urbanas. No Brasil, operações policiais intensificadas, como a que ocorreu no Rio de Janeiro em outubro, resultaram em um número alarmante de mortes, refletindo a complexidade da situação. No Haiti, a instabilidade política desde o assassinato do presidente Jovenel Moïse em 2021 permitiu que gangues ganhassem força, concentrando suas atividades em Porto Príncipe.

A ACLED observa que a violência está aumentando em toda a América Latina, com os piores efeitos sentidos em países como Brasil, Equador, México e Haiti ao longo de 2025. O relatório ressalta que o aumento de incidentes violentos no México está ligado à guerra interna entre cartéis, especialmente após a prisão de Ismael “El Mayo” Zambada, um dos líderes do Cartel de Sinaloa, em julho de 2024. Essa transformação na dinâmica criminosa está alimentando a violência em diversos estados mexicanos, causando um aumento de 400% nos homicídios em Sinaloa.

Desafios enfrentados pelo Equador

O Equador, por sua vez, enfrenta uma crise de violência sem precedentes, com a ACLED prevendo que a taxa de homicídios em 2025 poderá ser a mais alta da América Latina pelo terceiro ano consecutivo. Os conflitos entre os grupos Los Lobos e Los Choneros, a fragmentação das gangues e o papel crescente do país no tráfico de drogas regional são fatores que agravam essa situação. O presidente Daniel Noboa está sob pressão devido à escalada da criminalidade, que não demonstra sinais de redução, apesar das promessas de um governo mais forte.

Análise da situação na América Latina

A situação de segurança na América Latina é complexa e multifacetada. Os governos, apesar de implementarem medidas de segurança mais rigorosas, como o envio de tropas para as ruas, podem não conseguir resolver a violência de maneira duradoura. Sandra Pellegrini, analista sênior da ACLED, argumenta que a militarização da segurança pública pode, a médio e longo prazo, exacerbar os problemas, aumentando a fragmentação entre grupos criminosos e os riscos de abusos por parte das forças de segurança.

A pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos, também influencia as políticas de segurança em países da região, promovendo a adoção de estratégias de “tolerância zero” com o crime, que podem não ser sustentáveis e efetivas a longo prazo.

Em resumo, o Brasil, México, Equador e Haiti enfrentam um panorama de insegurança crescente, refletindo uma crise regional que exige abordagens inovadoras e eficazes por parte dos governos locais e da comunidade internacional.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Recente onda de violência em Sinaloa. • Reuters