Receita de apps cresce mesmo com queda nos downloads em 2025

Apesar da redução de 2,7% nos downloads, faturamento das lojas digitais ultrapassa US$ 155 bilhões

Receita de apps cresce mesmo com queda nos downloads em 2025
De acordo com a tendência do gráfico, a receita deve aumentar nos próximos anos. Foto: Reprodução/Appsfigure

Em 2025, downloads de apps caíram 2,7%, mas receita das lojas digitais atingiu US$ 155,8 bilhões, impulsionada por apps não relacionados a jogos.

A receita de apps apresentou crescimento expressivo em 2025, apesar da queda nos downloads globais. De acordo com o relatório da Appfigures, usuários de dispositivos móveis realizaram cerca de 106,9 bilhões de downloads ao longo do ano, o que representa uma redução de aproximadamente 2,7% em comparação a 2024.

Queda nos downloads não impacta faturamento

Embora os downloads tenham diminuído quase 3%, os gastos dos usuários aumentaram 21,6%, movimentando US$ 155,8 bilhões nas lojas digitais da Apple e Google. Esse valor equivale a cerca de R$ 833 bilhões na cotação atual, confirmando que a receita de apps continua bilionária e em expansão.

A análise histórica mostra uma trajetória de crescimento robusto da receita: enquanto em 2023 os gastos somaram US$ 110,4 bilhões, houve avanço para US$ 127,3 bilhões em 2024 e novo salto em 2025, confirmando tendência de valorização do mercado.

Mudança no perfil de receita: apps não jogos em destaque

O estudo revela uma transformação na origem da receita. Os jogos para smartphones, embora ainda representem 46% dos gastos dos usuários, tiveram um crescimento de 10% em relação ao ano anterior, perdendo protagonismo para os aplicativos não ligados a jogos.

Esses apps diversificados ampliaram sua participação, com aumento de 33,9% na arrecadação, tornando-se a principal fonte de receita das lojas digitais. Essa mudança evidencia uma maior diversidade no consumo de serviços digitais e uma nova dinâmica de monetização.

Pico de downloads e diminuição gradual

O ano de 2020 marcou o ápice dos downloads de aplicativos, quando foram registrados cerca de 135 bilhões. Desde então, o volume tem diminuído gradualmente, atingindo o número atual de 106,9 bilhões em 2025. Essa redução, no entanto, não tem sido sinônimo de queda financeira para o setor.

Novas estratégias de monetização

Uma das razões para a manutenção e crescimento da receita mesmo com menos downloads é a evolução das formas de monetização adotadas pelos desenvolvedores. Além da tradicional compra direta, os usuários cada vez mais aderem a assinaturas e compram recursos extras dentro dos aplicativos, intensificando o faturamento.

Inteligência artificial impulsiona faturamento

Outro fator que ganha destaque no relatório é o uso crescente da inteligência artificial na criação e desenvolvimento de aplicativos. Ferramentas baseadas em IA permitem acelerar a produção e inovar no design, o que tem gerado alta rentabilidade para os desenvolvedores.

Segundo a Appfigures, a receita bruta mensal dos apps que utilizam IA cresceu 37 vezes em dois anos, ultrapassando US$ 1,4 bilhão em gastos dos consumidores em 2024, com projeção de superar US$ 2 bilhões em breve.

Esse movimento evidencia a forte influência da tecnologia na transformação do mercado de apps, tanto em volume quanto em qualidade e monetização.

Perspectivas para os próximos anos

Com o cenário atual, a expectativa é que a receita de aplicativos continue crescendo apesar da desaceleração nos downloads. A diversificação dos tipos de apps consumidos e o fortalecimento dos modelos de assinaturas e compras internas indicam um mercado dinâmico e inovador.

Além disso, a inteligência artificial deve seguir como um motor de eficiência e lucratividade, impulsionando o desenvolvimento e a oferta de novos serviços digitais para os usuários.

Assim, a indústria de aplicativos mantém sua relevância econômica e tecnológica, mesmo diante de mudanças de comportamento e desafios no consumo digital.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Reprodução/Appsfigure