Geraldo Alckmin destaca avanços e desafios na reforma trabalhista durante acordo com a Fiesp

Geraldo Alckmin afirma que a redução da jornada de trabalho é uma tendência mundial e defende debates aprofundados no setor produtivo.
A redução da jornada de trabalho como tendência global e seus impactos
A redução da jornada de trabalho emerge como uma tendência mundial que vem sendo implementada em diversos países, buscando equilibrar produtividade e qualidade de vida dos trabalhadores. Geraldo Alckmin, presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, destacou essa realidade durante o evento de assinatura de um acordo de cooperação com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) no dia 23 de fevereiro de 2026.
Alckmin ressaltou que o debate sobre a redução da jornada deve ser aprofundado, considerando as distintas realidades presentes nos setores produtivos brasileiros. A proposta de flexibilização e diminuição das horas de trabalho visa responder a uma demanda global por melhores condições laborais, ao mesmo tempo em que desafia o setor produtivo a manter a competitividade e a eficiência econômica.
Acordos firmados entre governo e Fiesp em defesa do comércio justo
Na mesma ocasião, Alckmin e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, firmaram dois protocolos de intenções voltados a fortalecer o combate a práticas desleais no comércio exterior e a promover um ambiente regulatório mais eficiente. O primeiro protocolo estabelece a cooperação institucional para promover o comércio justo e utilizar adequadamente instrumentos de defesa comercial, como o combate ao dumping e a práticas ilegais previstas na legislação nacional e internacional.
Entre as ações previstas está a criação de uma calculadora de margem de dumping, que deve auxiliar na avaliação e no enfrentamento de práticas comerciais desleais. A parceria também envolve o compartilhamento de ferramentas técnicas e experiências para aprimorar a defesa comercial brasileira.
Iniciativas para desburocratização e aumento da competitividade no país
O segundo protocolo assinado tem como foco a melhoria do ambiente regulatório, buscando a desburocratização, a redução de custos regulatórios e a facilitação para empreender e investir no Brasil. A proposta inclui a ampliação da digitalização dos serviços públicos e a integração dos sistemas para eliminar barreiras burocráticas e administrativas, o que deve contribuir para fortalecer a competitividade do setor produtivo nacional.
Essas medidas refletem a intenção do governo e da indústria de modernizar o ambiente de negócios, tornando o país mais atraente para investimentos e mais eficiente na geração de empregos e riquezas.
Discussão sobre a escala 6×1 e o contexto eleitoral
Durante o evento, Paulo Skaf pediu que a discussão sobre o fim da escala 6×1 seja adiada para o ano de 2027, justificando que o atual ano eleitoral poderia prejudicar o debate devido às emoções e motivações conflitantes. O pedido reflete as complexidades políticas e econômicas envolvidas na implementação de mudanças trabalhistas significativas.
Alckmin concordou que o debate deve ser detalhado e não realizado de forma apressada, destacando a necessidade de considerar as diferentes realidades do setor produtivo e a importância de um processo aprofundado e consciente.
Expectativas econômicas e relações comerciais internacionais
Além dos temas trabalhistas e regulatórios, Alckmin demonstrou otimismo quanto à economia brasileira, projetando uma redução da taxa básica de juros (Selic) já na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em março de 2026. Essa expectativa baseia-se na apreciação do real e na queda dos preços dos alimentos, fatores que contribuem para a desinflação e a melhora das condições econômicas.
No âmbito internacional, o presidente em exercício avaliou positivamente a nova tarifa global de 15% estabelecida pelos Estados Unidos, que uniformiza a taxação sobre produtos importados e beneficia o Brasil ao eliminar tarifas diferenciadas anteriormente impostas ao país. Essa medida abre caminho para o fortalecimento do comércio exterior brasileiro com os EUA, ampliando oportunidades para exportadores e setores produtivos nacionais.
Conclusão
A convergência entre governo e setor produtivo, simbolizada pelos acordos assinados por Geraldo Alckmin e Paulo Skaf, evidencia um esforço conjunto para modernizar a economia brasileira, aprimorar as condições de trabalho e promover um ambiente de negócios mais competitivo e justo. A redução da jornada de trabalho, embora ainda em debate, figura como uma tendência global que pode impactar significativamente o mercado de trabalho nacional. Paralelamente, as iniciativas para fortalecer a defesa comercial e desburocratizar os processos regulatórios indicam uma agenda voltada para o crescimento sustentável e a melhoria da competitividade do Brasil no cenário internacional.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Fonte: Agência Brasil




