Reforma tributária avança com nova regulamentação

Entenda as mudanças propostas e seus impactos no sistema fiscal brasileiro.

Reforma tributária avança com nova regulamentação
Plenário da Câmara dos Deputados durante discussão sobre a reforma tributária. Foto: Câmara dos Deputados

A segunda parte da regulamentação da reforma tributária está em votação, com novas regras para o IBS e o funcionamento do Comitê Gestor.

A recente movimentação na Câmara dos Deputados indica um avanço significativo na regulamentação da reforma tributária, com a expectativa de que a votação da segunda parte da proposta ocorra ainda esta semana. As mudanças são essenciais para a implementação do novo sistema, especialmente com a previsão de início dos testes do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) em janeiro de 2026.

O que envolve a regulamentação do IBS?

O projeto de lei em discussão visa estabelecer as normas de funcionamento do Comitê Gestor do IBS, que será uma entidade pública encarregada de coordenar a arrecadação e distribuição do imposto entre os estados, o Distrito Federal e os municípios. O relator, deputado Mauro Benevides (PDT-CE), tem papel crucial nessa negociação, buscando garantir que os interesses de diferentes regiões sejam respeitados.

Entre os pontos centrais da proposta, destaca-se a definição de regras de repasse e um período de transição que permitirá aos estados e municípios se adaptarem ao novo sistema tributário. O Comitê será composto por 54 membros, divididos igualmente entre representantes dos estados e dos municípios, com eleições para garantir a representação local.

Regras e alterações propostas

Um dos aspectos mais discutidos na proposta é o mecanismo de “split payment”, que permitirá o recolhimento do imposto no momento da liquidação das transações financeiras, visando combater a sonegação fiscal. Além disso, o projeto traz mudanças significativas nas alíquotas e na isenção de impostos para categorias específicas, como taxistas e mototaxistas, ampliando os benefícios para os nanoempreendedores.

A proposta também inclui a manutenção de um teto de 2% para o Imposto Seletivo sobre bebidas açucaradas, estabelecendo um tratamento equivalente ao das bebidas alcoólicas. Outro avanço é a previsão de que o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) não incida sobre benefícios herdados de previdência privada, conforme determinação do STF.

Impactos e expectativas

Com a iminente votação, a aprovação da regulamentação é vista como uma prioridade, uma vez que o novo sistema tributário precisa estar em vigor o mais rápido possível. O sucesso dessa transição depende da capacidade do governo e dos legisladores em atender às demandas e preocupações de todos os envolvidos, garantindo um sistema tributário mais justo e eficiente para o Brasil.

A expectativa é de que as mudanças contribuam para uma arrecadação mais equitativa e eficiente, além de simplificar o complexo sistema tributário brasileiro, que há tempos é alvo de críticas. A aprovação da regulamentação da reforma tributária poderá ser um passo importante rumo à modernização do sistema fiscal no Brasil.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Câmara dos Deputados