Apesar do aumento nas autorizações, avanço tecnológico nos defensivos permanece limitado

Registros de defensivos agrícolas atingiram volume recorde em 2025, mas inovação tecnológica no setor permanece limitada, aponta levantamento recente.
Registros de defensivos agrícolas atingem níveis inéditos
Em 2025, o volume de registros concedidos para defensivos agrícolas atingiu um recorde histórico, com 825,7 mil toneladas vendidas no mercado brasileiro. Apesar do crescimento expressivo no número de autorizações, o setor apresentou pouca inovação em termos tecnológicos, refletindo um ambiente marcado pela predominância de produtos genéricos.
Demora no processo regulatório impacta empresas
O tempo médio para obtenção dos registros aumentou, passando de 42,3 meses em 2024 para 46,3 meses em 2025. Esse alongamento no prazo evidencia a complexidade e a rigorosidade do processo de aprovação dos defensivos, gerando desafios para as empresas que buscam lançar produtos novos no mercado.
Preocupações ambientais e de saúde pública ganham destaque
Autoridades, incluindo o ministro Paulo Teixeira, têm defendido a substituição dos defensivos químicos tradicionais por alternativas biológicas ou de base química menos agressivas ao meio ambiente e à saúde humana. Essa orientação reflete uma crescente demanda por soluções sustentáveis na agricultura, no intuito de reduzir os impactos ambientais e riscos à saúde dos trabalhadores rurais e consumidores.
Predominância dos produtos genéricos no mercado
Grande parte dos registros concedidos em 2025 corresponde a produtos genéricos, o que demonstra uma menor entrada de inovações disruptivas no mercado de defensivos. Isso pode indicar barreiras para o desenvolvimento e aprovação de produtos tecnicamente avançados, além de desafios econômicos para investimentos em pesquisa e desenvolvimento no setor.
Impacto regional e perspectivas para o futuro
Os maiores acumulados de defensivos estão previstos para regiões como Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. O cenário atual exige que o setor agrícola equilibre a necessidade de proteção das culturas com cuidados ambientais e regulatórios, além de estimular a inovação para garantir a competitividade e sustentabilidade do agronegócio brasileiro.
Fonte: globorural.globo.com
Fonte: Globo Rural





