A Lei Geral do Licenciamento Ambiental (LGLA) tem gerado intensos debates, e um estudo recente da Quaest revela que a insatisfação popular predomina nas redes sociais. A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (11/8), demonstra que a maioria das menções online sobre a lei expressa sentimentos negativos, acompanhando todas as fases de sua tramitação – desde o Senado e a Câmara dos Deputados até a sanção presidencial.
Entre 1º de agosto e a data da divulgação, as menções negativas alcançaram 70% do total, contrastando com apenas 19% de opiniões positivas e 11% neutras, em um universo de aproximadamente 64 mil publicações. Esse cenário de desaprovação se assemelha ao período de discussão na Câmara dos Deputados, entre 10 e 21 de julho, quando o índice de manifestações contrárias chegou a 75%, o pico durante o processo legislativo.
No Senado, entre 15 e 27 de maio, o cenário já indicava uma inclinação negativa, embora menos acentuada, com 49% das menções contrárias, 12% favoráveis e um expressivo volume de 39% de comentários neutros, totalizando cerca de 84 mil publicações. Após a sanção da lei pelo presidente Lula, acompanhada de 63 vetos, a Quaest identificou diferentes reações entre os apoiadores e opositores da proposta.
De um lado, apoiadores expressaram tanto satisfação quanto críticas aos vetos, enquanto, do outro, críticos manifestaram alívio pelas mudanças, mas também frustração por não terem alcançado o veto total. A LGLA (Lei 15.190/2025), publicada em edição extra do Diário Oficial da União em 8 de agosto, busca modernizar o processo de licenciamento ambiental no país.
O projeto original, defendido por setores do agronegócio e empresarial, foi alvo de críticas de ambientalistas e do Ministério do Meio Ambiente, que o consideravam um retrocesso. Para mitigar os impactos dos vetos, o governo federal editou a Medida Provisória 1.308/2025 e propôs um novo projeto de lei em regime de urgência, focando no Licenciamento Ambiental Especial (LAE) para projetos prioritários.
Fonte: http://www.metropoles.com