Relator da CPMI do INSS solicita prisão preventiva de Lulinha

Deputado Alfredo Gaspar pede que autoridades judiciais decretem custódia cautelar do filho do presidente por indícios de evasão

Relator da CPMI do INSS solicita prisão preventiva de Lulinha
Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Foto: Reprodução

Relator da CPMI do INSS pede prisão preventiva de Lulinha devido a indícios de evasão durante investigação de fraudes.

Pedido de prisão preventiva de Lulinha na CPMI do INSS

O relatório da CPMI que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar, destaca a solicitação de prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A prisão é requerida diante de indícios concretos de evasão do acusado do distrito da culpa, o que comprometeria a aplicação da lei penal. Tal pedido foi detalhado no documento entregue em 27 de março de 2026, no âmbito dos trabalhos da comissão.

Contexto das investigações e operação Sem Desconto

As investigações começaram após uma série de reportagens jornalísticas que revelaram um esquema de fraudes envolvendo entidades com descontos irregulares nas mensalidades de aposentados, acumulando cerca de R$ 2 bilhões em um ano. A repercussão resultou na abertura de inquérito pela Polícia Federal e na Operação Sem Desconto, deflagrada em 23 de abril de 2025, que culminou na demissão do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.

Indícios que motivaram o pedido de prisão preventiva

De acordo com o relatório, Lulinha deixou o Brasil com destino à Espanha justamente no dia da operação policial. Essa saída repentina é interpretada como tentativa de evitar a aplicação da lei penal, configurando receio fundado de fuga. O relator destaca que o afastamento no momento da deflagração da operação, somado às provas colhidas na CPMI, fundamenta a necessidade da custódia cautelar para garantir a eficácia da justiça.

Relação de Lulinha com o esquema de fraudes no INSS

Além da questão da evasão, o relatório aponta que Lulinha não era um simples conhecido do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, mas teria atuado como facilitador e possivelmente como sócio oculto no esquema de fraudes investigado. Este fator agrava sua situação, inserindo-o diretamente nas apurações e no pedido de indiciamento.

Lista de indiciados e desdobramentos futuros

Lulinha figura entre os 216 nomes recomendados para indiciamento pelo relator. A solicitação de prisão preventiva representa uma etapa importante do processo investigativo, com potencial impacto político e jurídico. As autoridades competentes deverão analisar o pedido para definir os próximos passos, enquanto a CPMI segue aprofundando as investigações sobre o esquema no INSS.

Fonte: www.metropoles.com

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