Renan Santos defende fusão de municípios e redução do STF

Candidato à Presidência pelo partido Missão apresenta programa em sabatina em São Paulo, focando em reforma do Centrão e mudanças no Supremo

Renan Santos defende fusão de municípios e redução do STF
Candidato Renan Santos durante sabatina em São Paulo. Foto: Reprodução/YouTube — 1 de 1
Renan Santos (Missão) em sabatina promovida pela G4 e O Antagonista — Foto: Reprodução/Youtube

Renan Santos propõe fusão de municípios com baixa atividade econômica e redução dos poderes do STF como principais mudanças de seu programa

Renan Santos sabatina programa governo em São Paulo

Renan Santos, candidato à Presidência pelo partido Missão, apresentou sua plataforma eleitoral durante sabatina promovida em São Paulo nesta terça-feira (4). Entre as propostas mais incisivas está a reestruturação administrativa municipal e mudanças na estrutura do Poder Judiciário, especialmente no Supremo Tribunal Federal.

Reforma administrativa e indicadores de desempenho

A proposta de fusão de municípios de baixa atividade econômica integra o núcleo de reformas administrativas do programa. Santos propõe implementar indicadores rígidos de desempenho para gestores municipais, vinculando reeleição e alocação de recursos ao cumprimento de metas estabelecidas.

Segundo o candidato, prefeitos que não atingissem as metas ficarian inelegíveis por oito anos, enquanto aqueles que as cumprissem receberiam incremento de emendas e recursos. Na avaliação de Santos, essa reforma “atinge diretamente o coração do Centrão”, representando a mudança mais importante, ainda que pouco popular, de seu programa.

Redução de poderes do Supremo Tribunal Federal

Santos defende a redução dos poderes do STF através de uma Emenda Constitucional. O candidato propõe estabelecer “compromisso público” das futuras indicações à Corte, objetivando eliminar o que denominou como “farra dos escritórios ligados a amigos do STF”.

Essa medida visa conter o que Santos considera expansão excessiva de influências corporativas e políticas sobre decisões do tribunal. A proposta se insere em agenda mais ampla de reequilíbrio entre poderes.

Experiência prévia e posicionamento internacional

Questionado sobre sua trajetória administrativa, Santos respondeu citando recuperação de empresas endividadas antes de sua entrada na política. Quanto à política externa, propõe posicionar o Brasil como “portal” entre o Ocidente e o sul global, aproveitando reservas de terras raras e potencial para sediar data centers como alavancas de desenvolvimento econômico.

O candidato defende ainda incentivos fiscais estratégicos como ferramenta de atração de investimentos internacionais.