Renan Santos defende nova Constituição em resposta à crise no STF

Candidato à Presidência criticou investigação de Alexandre de Moraes contra André Mendonça

Renan Santos defende nova Constituição em resposta à crise no STF
Renan Santos faz pronunciamento após ter campanha digital suspensa pelo TSE. Foto: Reprodução — 1 de 1
Renan Santos faz pronunciamento após ter campanha digital suspensa pelo TSE — Foto: Reprodução

Candidato do Missão defendeu discussão sobre nova Constituição como resposta à crise institucional no Supremo Tribunal Federal.

O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, defendeu que o Brasil inicie uma discussão sobre uma nova Constituição como resposta à crise institucional no Supremo Tribunal Federal. A declaração foi feita durante entrevista à CNN Brasil.

“O Brasil precisa começar a discutir, não necessariamente executar, mas precisamos discutir já, uma nova Constituição. Porque, da maneira como está, a institucionalidade brasileira acabou. O pacto de 1988, do nosso livrinho, da nossa Constituição, ele acabou”, disse Renan Santos.

Renan Santos criticou o ministro Alexandre de Moraes por utilizar o inquérito das Fake News para pedir investigação contra o ministro André Mendonça. De acordo com Renan, a investigação se estende há mais de sete anos e não possui prazo final estipulado.

A tensão no Supremo Tribunal Federal intensificou-se nesta semana. Conforme informado, na quinta-feira (3), o ministro Alexandre de Moraes pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, a abertura de investigação contra André Mendonça.

Um dia antes, na quarta-feira (2), Mendonça retirou o sigilo de parte da investigação do Banco Master, o que inclui conversas de Daniel Vorcaro com um número atribuído a Moraes, segundo relato.

Como resposta, o presidente Fachin deu cinco dias para que Moraes, Mendonça, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) prestem esclarecimentos sobre investigações ligadas ao Master e à crise da Corte.

A campanha digital de Renan Santos foi suspensa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes de sua fala à emissora.