Renan Santos nega reproduzir modelo de segurança de Bukele no Brasil

Candidato à Presidência afirmou que contexto brasileiro é diferente e que atuação respeitará limites da Constituição

Renan Santos nega reproduzir modelo de segurança de Bukele no Brasil
Renan Santos durante entrevista ao G1 e à GloboNews. Foto: Globo/João Cotta — 1 de 1
Natuza Nery, Andréia Sadi e Renan Santos (Missão) — Foto: Globo/João Cotta

Candidato à Presidência pelo partido Missão afirmou que não pretende reproduzir no Brasil as medidas de segurança pública adotadas por Nayib Bukele em El Salvador

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou nesta quarta-feira (5) que não pretende reproduzir no Brasil as medidas de segurança pública adotadas pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele.

Durante entrevista ao G1 e à GloboNews, Santos declarou que o contexto brasileiro é diferente e que sua atuação respeitará os limites da Constituição. Embora tenha dito admirar a capacidade do governo salvadorenho de enfrentar o crime organizado, o presidenciável negou que pretenda adotar prisões sem mandado judicial, julgamentos coletivos ou detenções baseadas apenas em denúncias anônimas.

“Eu não sou o Bukele, eu sou brasileiro. Meu nome é Renan Santos. Eu não sou neto de palestinos. Eu tenho outra família, eu nasci na Mooca. Eu moro no Brasil”, afirmou o candidato.

Segundo Renan Santos, as políticas adotadas em El Salvador respondem a uma realidade diferente da brasileira e não poderiam ser simplesmente transplantadas para o país. O candidato afirmou que admira a “capacidade de ação e resolução do Estado”, mas ressalvou que o enfrentamento ao crime organizado no Brasil levará em conta as características específicas do contexto nacional.

O presidenciável argumentou que sua proposta de segurança pública será desenvolvida dentro dos marcos constitucionais brasileiros, sem abrir mão dos direitos e garantias fundamentais. Renan Santos reafirmou seu compromisso com o respeito às instituições democráticas e à ordem jurídica do país.

A declaração do candidato ocorre em contexto de crescente debate sobre modelos de segurança mais severos no Brasil, com referências frequentes às medidas implementadas por Bukele em El Salvador, que incluem operações de grande escala contra gangues criminosas.