Montadora instalou tecnologia espanhola em 2022 e registrou redução drástica de eventos de granizo no complexo de São José dos Pinhais

Canhão antigranizo foi instalado em montadora em 2022, em São José dos Pinhais. — Foto: Foto: RPC
A montadora Renault Geely implementou sistema espanhol que dispara ondas sonoras para impedir formação de granizo. Equipamento protege área de até 1 km.
A Renault Geely do Brasil instalou um canhão antigranizo de tecnologia espanhola no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, para proteger aproximadamente 19 mil veículos estacionados diariamente nos pátios da montadora.
Antes da implementação da tecnologia em 2022, a empresa registrava prejuízos de três a quatro vezes por ano devido à queda de granizo na região. Após a instalação, apenas um evento de temporal com queda de gelo foi registrado, em janeiro de 2026.
Daniel Kaltmaier, gerente de logística da Renault Geely do Brasil, informou que a empresa estudou a solução utilizada fora do Brasil e implementou dois sistemas no complexo. “A gente acompanhou os movimentos de fora, então a tecnologia veio de fora do Brasil, de uma empresa espanhola. Fora do Brasil já tinha esse sistema, e a gente estudou e implementou em 2022, e desde então a gente vê a eficiência dele. São quatro anos de instalação, hoje a gente tem dois sistemas e praticamente zero de granizo”, afirmou Kaltmaier.
Segundo a montadora, quando ocorreu o evento de granizo em janeiro deste ano, os ventos fortes interferiram na eficácia da ferramenta. O equipamento promete proteger um raio de até um quilômetro.
O funcionamento do sistema depende de monitoramento de uma prestadora de serviços meteorológicos, que acompanha a região e envia alertas sobre previsão de formação de granizo. Com o alerta, a Renault Geely do Brasil aciona remotamente o canhão, instalado do lado de fora da fábrica. O equipamento dispara ondas sonoras, uma espécie de tiro sônico, que provocam barulho e vibrações a cada 15 segundos. Essas ondas sonoras atingem as nuvens carregadas com o objetivo de impedir a formação das pedras de gelo.
Apesar dos relatos da empresa sobre a eficácia do sistema, a Organização Meteorológica Mundial e o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) afirmaram que não há estudos suficientes que comprovem a eficácia do canhão antigranizo contra a queda de granizo.
Dados da montadora indicam que o acionamento do equipamento triplicou entre 2025 e 2026. A empresa continua operando os dois sistemas no complexo para proteger os veículos novos estacionados nos pátios durante temporais.







