Partidos já protocolaram 135 denúncias de pré-campanhas eleitorais em 2026, com PT e PL liderando ações judiciais sobre uso irregular de inteligência artificial
Tribunal Superior Eleitoral registra 135 representações contra pré-campanhas desde janeiro, aumento de 335% comparado a 2022. PT e PL protagonizam batalha judicial.
Aumento expressivo nas representações contra campanhas antecipadas
As representações contra campanhas antecipadas crescem vertiginosamente no processo eleitoral de 2026. O Tribunal Superior Eleitoral registrou 135 representações de pré-campanhas desde 1º de janeiro até o presente momento. Comparado ao mesmo período de 2022, o aumento representa 335%, um crescimento sem precedentes na fiscalização de atividades pré-eleitorais.
PT e PL lideram batalha judicial nas urnas digitais
Entre os partidos que mais protocolaram denúncias estão o PT, com a pré-campanha do presidente Lula para reeleição, e o PL, com a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro. As ações judiciais concentram-se especialmente em denúncias envolvendo o uso irregular de inteligência artificial, tecnologia que marca nova fronteira no embate eleitoral.
O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, que também atua como vice-presidente do TSE, proferiu decisões favoráveis à pré-campanha de Lula em três casos na quinta-feira anterior, determinando a remoção de conteúdo que associava o presidente ao caso Master. Em outra decisão recente, Mendonça ordenou a retirada do ar de uma deepfake que apresentava Flávio Bolsonaro em reunião com ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Inteligência artificial emerge como ponto central de disputa
A inteligência artificial emerge como protagonista nas disputas judiciais que marcam o período de pré-campanha. O surgimento dessa tecnologia, que não estava presente nas eleições de 2022 com a intensidade atual, contribui substancialmente para explicar a explosão na judicialização das campanhas. As partes identificam em ferramentas como deepfakes e conteúdos gerados sinteticamente potenciais violações das normas eleitorais.
O aumento de 335% nas representações reflete tanto a maior atenção das campanhas aos mecanismos de fiscalização quanto o arsenal tecnológico disponível para criar e disseminar conteúdo. O embate entre as principais forças políticas do país se estende para as arenas digitais, transformando o período de pré-campanha em laboratório de batalhas jurídicas inéditas.





