Pressões internas e apoio familiar impedem recuo do candidato em uma das bases conservadoras do Brasil

Resistência interna no PL em Santa Catarina torna inviável recuo de Carlos Bolsonaro na disputa ao Senado, mesmo diante de rejeição e pressões.
A resistência em Santa Catarina tornou inviável o recuo de Carlos Bolsonaro em sua candidatura ao Senado, consolidando a presença dele como um elemento estratégico da família Bolsonaro nas eleições de 2026. Essa decisão, influenciada por pressões internas do PL estadual e pela necessidade política do clã, indica que desistir não seria apenas uma derrota pessoal, mas um sinal de enfraquecimento para a força política bolsonarista em um dos estados mais conservadores do Brasil.
Conflitos internos no PL de Santa Catarina
Parlamentares do PL catarinense têm manifestado dúvidas e críticas sobre a candidatura de Carlos Bolsonaro no estado, especialmente diante da disponibilidade de vagas em São Paulo e Rio de Janeiro, onde seus irmãos Eduardo e Flávio devem concorrer. A resistência é liderada por figuras como a deputada estadual Ana Campagnolo, que utiliza redes sociais e grupos políticos para questionar a imposição da candidatura e defender a autonomia partidária local.
A força da família Bolsonaro e os interesses estratégicos
A manutenção da candidatura atende a interesses do clã Bolsonaro de manter influência direta em Santa Catarina, dificultando a indicação de aliados e garantindo presença política em diferentes regiões. A desistência de Carlos poderia enfraquecer a imagem da família e prejudicar a articulação nacional, já que o recuo poderia ser interpretado como uma demonstração de fraqueza diante dos adversários e aliados.
Desafios eleitorais e rejeição do candidato
Apesar da confirmação na disputa, Carlos Bolsonaro enfrenta um cenário complexo. Pesquisas indicam que Carol de Toni, deputado federal do PL em Santa Catarina, lidera as intenções de voto, seguida por Carlos e, em terceiro, o senador Esperidião Amin, do PP, que também disputa o eleitorado conservador. A rejeição de Carlos é significativamente maior, cerca de 34,1%, contra 3,1% de Carol de Toni e 4,7% de Amin, o que pode dificultar sua eleição caso a chapa não seja pura.
Impactos para a política local e nacional
A bancada do PL em Santa Catarina, embora faça campanha por Carlos, demonstra pouca empolgação, reconhecendo a dificuldade de contrariar o desejo de Jair Bolsonaro e seu filho. Há ainda a percepção de que, caso eleito, Carlos Bolsonaro não terá foco no estado, concentrando suas ações na política nacional e nos interesses da família, o que pode reduzir sua atuação local e o engajamento com lideranças regionais e bases eleitorais.
O papel da imagem de Bolsonaro em Santa Catarina
A inserção de Carlos Bolsonaro na política catarinense depende fortemente do prestígio do ex-presidente Jair Bolsonaro. Lideranças e entidades locais como a Fiesc expressaram resistência à “importação” de lideranças políticas, mas aceitaram interlocução baseada na influência do ex-presidente, que tem sido usado como argumento para legitimar a candidatura do filho e garantir ao menos uma abertura para diálogo e apoio eleitoral.
Este cenário político em Santa Catarina revela as complexidades da estratégia eleitoral do bolsonarismo em 2026, equilibrando entre a força da marca familiar, resistências internas e desafios eleitorais em um estado de grande importância para o eleitorado conservador brasileiro.
Fonte: noticias.uol.com.br
Fonte: Carol de Toni é considerada favorita para ser a mais votada ao Senado





