Legislação aprovada por base do PL impede benefícios para quem cumpre pena em regime fechado
Nova lei impede que Jair Bolsonaro tenha direito à saidinha de Natal, restringindo saídas de presos em regime fechado.
Nova lei de 2024 e suas implicações para a saidinha de Natal
A legislação que passou a vigorar em 2024 impõe novas restrições, especificamente para a saidinha de Natal, um benefício que permite a saída temporária de presos para celebrações familiares. Jair Bolsonaro, que começou a cumprir pena em regime fechado em 25 de novembro de 2025, será diretamente afetado por essas mudanças.
A nova lei foi aprovada por uma base sólida de apoiadores de Bolsonaro e se tornou um instrumento de controle mais rígido sobre as saídas de presos, especialmente aqueles que estão em regime fechado. A decisão de endurecer as regras ocorreu após a oposição a Luiz Inácio Lula da Silva derrubar os vetos que o presidente havia imposto anteriormente.
Detalhes das novas regras
A proposta, que recebeu um voto unânime do PL e uma ampla maioria dos apoiadores de Bolsonaro, trouxe mudanças significativas no que diz respeito às saídas temporárias. Entre as principais alterações, destaca-se a proibição de saídas para visitas familiares e datas comemorativas, limitando os benefícios apenas a casos de estudo, trabalho e ressocialização. Essa mudança foi vista como uma resposta à pressão para aumentar a segurança e controlar melhor as saídas de presos.
Na CCJ do Senado, o relator do projeto foi Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, que acatou uma emenda de Sérgio Moro. Essa emenda permite que presos do regime semiaberto que trabalham ou estudam possam ainda ter acesso a saídas temporárias, mas com critérios bem definidos.
Condições para a saidinha
Para que um preso no regime semiaberto tenha direito à saidinha, ele deve cumprir uma série de requisitos:
- Estar em regime semiaberto;
- Ter bom comportamento;
- Cumprir 1/6 da pena, se primário, ou 1/4, se reincidente;
- Possuir autorização judicial;
- Não ter condenação por crime hediondo ou com violência;
- Informar endereço e permitir monitoramento, se necessário;
- Respeitar as condições impostas pelo juiz.
No caso de Jair Bolsonaro, para que ele possa solicitar uma saidinha, será necessário que ele seja transferido do regime fechado para o semiaberto, uma condição que ainda depende de decisão judicial.
O impacto das novas regras
As novas diretrizes levantam questões sobre a eficácia das saídas temporárias e seu impacto na ressocialização dos presos. Com as restrições mais rigorosas, muitos argumentam que a legislação pode ser vista como uma forma de punir não apenas os infratores, mas também suas famílias, que muitas vezes são afetadas por essas decisões.
Além disso, as mudanças geram um debate sobre a transparência e a equidade do sistema penal brasileiro, especialmente em um contexto onde figuras públicas enfrentam processos judiciais. A nova lei, portanto, não apenas altera a dinâmica das saídas temporárias, mas também reflete uma mudança na abordagem do sistema de justiça criminal no Brasil.





