Reunião com Motta sobre PEC da blindagem termina sem acordo

Líderes não chegaram a um consenso para votação da proposta

Reunião com Motta sobre PEC da blindagem termina sem acordo
Reunião para discussão da PEC da blindagem. Foto: Hugo Motta (Republicanos-PB)

Reunião na Câmara dos Deputados não resultou em acordo para votação da PEC da blindagem.

Reunião sem consenso sobre a PEC da blindagem

Na noite de 27 de agosto de 2025, o presidente da Câmara, Hugo Motta, convocou uma reunião na residência oficial para discutir a PEC da blindagem, uma proposta que visa restringir a prisão de parlamentares e proteger suas prerrogativas. Apesar da expectativa de que a proposta fosse votada, as negociações não resultaram em um acordo, e a votação foi adiada para a próxima semana.

Detalhes da reunião e as divergências

A reunião contou com a presença de líderes partidários e deputados influentes, mas as divergências foram evidentes. Lindbergh Farias, do PT, declarou que a votação não ocorreria na quinta-feira (28.ago) e que a maioria dos participantes não tinha acesso ao texto completo da proposta. Ele enfatizou que a confusão era grande, especialmente em relação a pontos polêmicos, como a intervenção nas investigações que envolvem deputados.

José Guimarães, líder do governo na Câmara, foi claro ao afirmar que as chances de votação eram nulas naquele momento. Os líderes reconheceram que a proposta ainda estava em discussão, com Lindbergh mencionando a existência de dois textos diferentes, o que complicava ainda mais a situação.

A importância da PEC da blindagem

A PEC da blindagem, que ficou conhecida por tentar proteger os parlamentares de processos judiciais, foi uma das principais demandas que surgiram após a ocupação da Mesa Diretora por bolsonaristas em agosto. A proposta, que altera diversos artigos da Constituição, foi originalmente apresentada em 2021 e se tornou relevante após a prisão de Daniel Silveira pelo STF. O projeto visa garantir que juízes não possam afastar congressistas de suas funções, efetivamente blindando-os de penalidades jurídicas.

A proposta é vista como uma tentativa de fortalecer as prerrogativas dos parlamentares e reduzir o poder do Judiciário em relação ao Legislativo. Essa discussão é fundamental em um momento em que o equilíbrio entre os poderes está sob escrutínio e os limites das ações judiciais são constantemente debatidos.

O que vem a seguir para a PEC da blindagem

Com a votação adiada, o relator Lafayette de Andrada terá a oportunidade de trabalhar em uma proposta que possa ser mais aceita entre os líderes. O adiamento, embora frustrante para alguns, pode ser visto como um passo positivo para garantir que um texto coeso e consensual seja apresentado. Agora, a expectativa é que os próximos dias sejam utilizados para resolver as divergências e preparar o terreno para uma votação que deve ocorrer na semana seguinte. As próximas movimentações na Câmara serão cruciais para determinar o futuro da PEC e seu impacto nas relações entre o Legislativo e o Judiciário.

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