Macron convoca líderes para avançar em garantias de segurança
Em janeiro de 2026, líderes se reunirão em Paris para discutir apoio à Ucrânia.
O presidente francês, Emmanuel Macron, convocou uma reunião em Paris para o início de janeiro de 2026, com o objetivo de discutir contribuições concretas de apoio à Ucrânia, que enfrenta uma guerra de longa duração contra a Rússia. A declaração de Macron veio após uma conversa com os presidentes da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e dos Estados Unidos, Donald Trump, que ocorreu na Flórida no dia 28 de dezembro de 2025.
O progresso nas negociações de paz
Durante o anúncio, Macron destacou a importância de avançar nas garantias de segurança, que serão fundamentais para a construção de uma paz justa e duradoura. Ele compartilhou detalhes sobre a conversa com Zelensky e Trump, ressaltando que a coalizão está se preparando para finalizar as contribuições de cada país. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também comentou sobre o progresso nas negociações, enfatizando a necessidade de garantias de segurança inabaláveis desde o início do processo.
Detalhes das negociações
Zelensky e Trump mencionaram que as negociações para um acordo que possa encerrar a guerra estão em fase avançada, com cerca de 95% dos termos já acordados. Entre os principais pontos discutidos estão:
- Um plano de paz de 20 pontos, com aproximadamente 90% já fechado;
- Garantias de segurança entre os EUA e a Ucrânia, totalmente acordadas;
- Garantias de segurança entre EUA, Europa e Ucrânia, quase completas;
- Dimensão militar, que já está 100% acordada;
- Um plano de prosperidade econômica que está em fase final.
Colaboração militar entre Alemanha e Reino Unido
Em um movimento paralelo, Alemanha e Reino Unido assinaram um contrato conjunto para a aquisição de sistemas de artilharia moderna, com um investimento de 72 milhões de dólares. O sistema, conhecido como RCH 155, é projetado para disparar em movimento e atingir alvos a mais de 70 km de distância, demonstrando um compromisso contínuo com a modernização militar em resposta à situação na Ucrânia. O contrato prevê a entrega inicial de um demonstrador para o Exército britânico, com unidades adicionais sendo testadas na Alemanha.
Esse esforço conjunto visa não apenas fortalecer as capacidades militares dos dois países, mas também integrar uma estratégia de colaboração mais ampla na defesa da Europa. Com a pressão em curso sobre a Rússia e a necessidade de unir esforços, as reuniões e acordos que se seguem podem ser cruciais para a segurança do continente.





