Rio Grande do Norte e Sergipe avançam em ranking de competitividade

Amazonas registra queda significativa na nova edição do levantamento.

Rio Grande do Norte e Sergipe avançam em ranking de competitividade
Usina termoelétrica da Eneva localizada em Barra dos Coqueiros (SE). — Foto: m, usina termoelétrica da Eneva localizada em Barra dos Coqueiros (SE

Rio Grande do Norte e Sergipe se destacam no ranking de competitividade, enquanto Amazonas enfrenta queda.

Avanços significativos no ranking de competitividade

O Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo CLP (Centro de Liderança Pública), mostra um panorama interessante para 2025. O Rio Grande do Norte e Sergipe se destacaram com os maiores avanços, refletindo melhorias em diversos aspectos. O Rio Grande do Norte, governado por Fátima Bezerra (PT), subiu 8 posições, passando de 24º para 16º lugar. Por outro lado, Sergipe, sob a liderança de Fábio Mitidieri (PSD), avançou 6 posições, agora ocupando a 12ª posição no cenário nacional, sendo o segundo no Nordeste, atrás apenas da Paraíba, que ocupa a 11ª posição.

O que contribuiu para os avanços?

A evolução do Rio Grande do Norte e de Sergipe é atribuída a diversas melhorias, especialmente em segurança pública, um dos pilares mais relevantes do ranking. “A segurança pública, que é um dos pilares com maior peso no ranking, influenciou a evolução”, afirmou Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP. Além disso, no quesito infraestrutura, Sergipe se destacou, contribuindo para seu bom desempenho nesta edição do ranking.

Cenário oposto: a queda do Amazonas

Em contrapartida, o Amazonas enfrentou uma situação desfavorável, tendo a maior queda no ranking, descendo do 11º para o 17º lugar. Essa queda é considerada contraditória, uma vez que o estado está recebendo investimentos significativos para a realização da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, que ocorrerá em novembro. Segundo Tadeu Barros, a queda no pilar de infraestrutura, onde o Amazonas ocupa a última posição, é um dos principais fatores que contribuíram para essa diminuição.

Além disso, o estado apresentou quedas também nas áreas de pesquisa, inovação e solidez fiscal. No ano anterior, o Amazonas tinha um bom desempenho, figurando como o 4º melhor em equilíbrio das contas públicas, mas agora passou para a 10ª posição.

Novidades no ranking

Nesta 14ª edição do ranking, um novo indicador foi adicionado: o de feminicídio, com dados coletados pelo Fórum de Segurança Pública. Tadeu Barros menciona a importância de compreender o protagonismo feminino e como isso pode ser evidenciado por meio de políticas públicas. “Vamos começar a medir e a entender”, disse ele, ressaltando a necessidade de ajustes constantes no levantamento.

Análise da situação atual

A edição de 2025 do Ranking de Competitividade dos Estados analisou 100 indicadores, distribuídos em 10 pilares temáticos. Os cinco estados mais competitivos do Brasil, que permanecem os mesmos desde 2023, são São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Brasília. Apesar de São Paulo continuar sendo o líder, houve uma piora na sua nota global de 2024 para 2025, enquanto Santa Catarina evoluiu, reduzindo a diferença histórica entre ambos.

Este ranking é uma ferramenta importante para entender as necessidades do cidadão e a eficácia das políticas públicas implementadas. Tadeu Barros descreveu o ranking como uma “metamorfose ambulante”, destacando a importância de estar atento às mudanças e demandas da população.

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