Rogério Marinho critica proibição de Flávio visitar Bolsonaro

Coordenador da pré-campanha do senador classifica decisão de Moraes como autoritária e desproporcional

Rogério Marinho critica proibição de Flávio visitar Bolsonaro
Senador Flávio Bolsonaro, coordenador da pré-campanha presidencial do pai. Foto: REUTERS via BBC — 1 de 1
Flavio Bolsonaro — Foto: REUTERS via BBC

Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, classifica a decisão do ministro Alexandre de Moraes como autoritária e desproporcional.

A proibição visitas Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro gerou crítica dura da liderança opositora nesta segunda-feira (13). O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio, classificou a decisão do ministro Alexandre de Moraes em nota como “autoritária” e “desproporcional”.

Decisão do STF e argumentação de Marinho

O ministro do Supremo Tribunal Federal determinou a suspensão das visitas por 90 dias após Flávio ter lido carta pública escrita pelo pai durante prisão domiciliar. Na avaliação de Marinho, a medida representa tentativa de tornar Jair Bolsonaro “incomunicável” e constitui interferência no jogo político contra a oposição.

Comparação com prisão de Lula

O parlamentar comparou a situação à época em que Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu pena entre 2018 e 2019. Conforme Marinho, Lula recebeu visitas, manteve diálogo político com correligionários, publicou cartas abertas e concedeu entrevistas enquanto encarcerado. Ele sustenta que a atual restrição viola paridade normativa.

Argumentação sobre direitos fundamentais

Na nota, o coordenador da pré-campanha afirmou não buscar “privilégios”, mas “igualdade perante a lei”. Para ele, impedir contato entre pai e filho configura prática “própria de regimes autoritários” e representa silenciamento político. A declaração reforça a narrativa da oposição sobre perseguição ao ex-presidente.

Contexto político

A proibição ocorre em momento estratégico da pré-campanha presidencial. Flávio Bolsonaro emerge como possível candidato opositora para 2026, mantendo mobilização política através de redes e aliados. A restrição limita sua interação direta com o ex-presidente, figura central nas articulações conservadoras.