Taxa de entrada de dois euros visa controlar multidões e financiar manutenção do monumento
Roma passou a cobrar entrada para visitar a Fontana di Trevi, com taxa de dois euros para controlar turistas e financiar serviços.
Cobrança na Fontana di Trevi começa a controlar turismo em Roma
A cobrança na Fontana di Trevi, iniciada em 2 de fevereiro de 2026, representa um esforço concreto para controlar o fluxo de turistas que visitam um dos monumentos mais famosos da Cidade Eterna. A novidade introduz uma taxa de dois euros para entrada em uma área privilegiada da fonte, afetando diretamente o acesso dos visitantes e buscando gerar receita para a manutenção do patrimônio.
Alessandro Onorato, assessor de turismo de Roma, é um dos principais articuladores da medida, que visa arrecadar pelo menos seis milhões de euros por ano. Esse valor será investido na contratação de atendentes e guias, além de outras iniciativas culturais e de preservação. A cobrança também terá impacto social, pois parte da receita permitirá a gratuidade de entrada em museus para moradores locais.
Impacto da cobrança para visitantes e gestão do monumento histórico
A taxa de entrada altera a experiência turística tradicional da Fontana di Trevi, reconhecida mundialmente e cenário icônico do filme “La Dolce Vita”, de Federico Fellini. Muitos turistas relatam a valorização da visita, destacando a possibilidade de tirar fotos mais tranquilas e aproveitar a área sem a superlotação comum.
Por outro lado, grande parte da praça permanece acessível gratuitamente, o que mantém opções para quem não deseja pagar ou busca uma visão mais ampla, mesmo que distante. Essa divisão entre áreas pagas e abertas evidencia uma nova dinâmica no uso dos espaços públicos históricos.
Financiamento e manutenção: prioridades da nova taxa em Roma
Os recursos provenientes da cobrança serão destinados a diversas frentes, incluindo o pagamento dos 25 atendentes equipados com coletes azuis que orientam o fluxo e garantem a organização na escadaria até a fonte. Esse controle visa preservar não só a estética, mas também a integridade estrutural do monumento barroco.
Além disso, a receita permitirá investimentos em programas culturais e facilidades para os cidadãos locais, reforçando o compromisso da prefeitura de Roma em promover o turismo sustentável e inclusivo.
Contexto internacional: tendência de cobrança em pontos turísticos famosos
A iniciativa de Roma segue uma tendência observada em outras cidades que enfrentam desafios semelhantes com o turismo de massa. Monumentos icônicos ao redor do mundo têm adotado medidas para limitar o acesso gratuito, buscando equilibrar o interesse turístico com a conservação do patrimônio histórico e o conforto dos visitantes.
Essa prática revela um novo paradigma na gestão das atrações turísticas, em que o financiamento direto dos usuários é essencial para garantir a sustentabilidade e evitar a degradação causada pelo excesso de público.
Repercussão entre turistas e moradores locais sobre a nova cobrança
Turistas como Agata Harezlak, da Polônia, expressam satisfação com a medida, valorizando a experiência mais exclusiva e organizada que o pagamento proporciona. Já Phillip Willis, do Reino Unido, destaca a oportunidade de fazer fotos sem a interferência da multidão.
Para os moradores da cidade, a medida traz benefícios adicionais, como o acesso livre a museus, fortalecendo o vínculo entre a população e o patrimônio cultural. Essa contrapartida busca amenizar eventuais impactos negativos da cobrança e criar uma relação mais equilibrada entre turismo e comunidade local.





