Ataques com mísseis e drones danificam infraestrutura energética e deixam milhares sem aquecimento no inverno rigoroso

Os ataques russos na Ucrânia atingiram grandes cidades e instalações energéticas, causando apagões e crise no inverno rigoroso.
Contexto do maior ataque russo na Ucrânia em 2026
Os ataques russos na Ucrânia, intensificados em 3 de fevereiro de 2026, atingiram grandes cidades e infraestrutura energética cruciais, marcando o maior ataque do ano até o momento. Cidades como Kiev, Kharkiv, Odessa, Dnipro e Sumy foram os principais alvos, provocando apagões e deixando milhares de moradores expostos às temperaturas abaixo de zero. O presidente Volodymyr Zelensky destacou a magnitude do ataque, que envolveu cerca de 70 mísseis e 450 drones, ressaltando o impacto direto sobre a população e os desafios para manter serviços essenciais durante o inverno rigoroso.
Impactos na infraestrutura energética e consequências para a população
As instalações energéticas sofreram danos severos, comprometendo a distribuição de aquecimento e energia elétrica. Em Kiev, quase 1.200 prédios residenciais ficaram sem aquecimento, enquanto em Odessa mais de 50 mil pessoas perderam eletricidade. Kharkiv sofreu danos que deixaram cerca de 820 prédios sem aquecimento, colocando em risco a população em meio a temperaturas que chegaram a -25 °C. Autoridades locais e empresas do setor, como a DTEK, a maior companhia privada de energia da Ucrânia, enfrentam dificuldades para reparar os danos, agravadas pelas condições climáticas extremas e pela continuidade dos ataques.
Consequências humanitárias e resposta das autoridades
Além dos danos materiais, pelo menos três pessoas ficaram feridas em Kiev e 12 foram mortas em um ataque a um ônibus de mineiros na região afetada pelos ataques. Moradores buscam abrigo em locais como o metrô da capital para se proteger do frio intenso enquanto as autoridades mantêm alertas aéreos prolongados. O prefeito de Kiev, Vitaliy Klitschko, e líderes regionais enfatizam a gravidade da situação humanitária e a necessidade de esforços emergenciais para mitigar os efeitos do conflito na população civil.
Breve cessar-fogo e negociações internacionais recentes
O ataque ocorreu logo após uma suspensão temporária dos ataques a grandes cidades e infraestrutura energética, acordada na semana anterior por Vladimir Putin, atendendo a um pedido pessoal do ex-presidente americano Donald Trump. Essa trégua de cinco dias também coincidiu com negociações trilaterais inéditas em Abu Dhabi entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, buscando um cessar-fogo duradouro. No entanto, os ataques continuam em outras áreas estratégicas, como rotas logísticas e infraestrutura de transporte, evidenciando as dificuldades para alcançar um acordo estável.
Perspectivas para as próximas negociações e o futuro do conflito
Com a próxima rodada de negociações marcada para os dias 4 e 5 de fevereiro em Abu Dhabi, as expectativas estão voltadas para uma possível extensão do cessar-fogo energético para proteger instalações críticas. Enquanto isso, o sistema energético ucraniano enfrenta sua pior crise na história moderna, com usinas operando em capacidade reduzida e equipes de reparo lidando com condições adversas. O desfecho dessas negociações será fundamental para a mitigação dos impactos humanitários e para a definição dos rumos do conflito no país.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Thomas Peter





