Produção brasileira de grãos cresce e deve alcançar volume recorde, segundo 7º levantamento da Conab

A safra de grãos 2025/26 deve superar 356 milhões de toneladas, batendo recorde e indicando crescimento na produção agrícola brasileira.
Produção de grãos 2025/26 deve atingir novo recorde com 356,3 milhões de toneladas
A safra de grãos 2025/26 no Brasil, conforme o 7º Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), deve alcançar 356,3 milhões de toneladas, superando as 356 milhões previstas anteriormente e a safra passada. Esta expectativa aponta para um crescimento de 4,1 milhões de toneladas frente ao ciclo 2024/25 e representa um recorde histórico para o país. O aumento da área cultivada em 2%, totalizando 83,3 milhões de hectares, contribui para este avanço, mesmo considerando uma leve redução da produtividade média nacional, que deve ser de 4.276 quilos por hectare, segundo dados oficiais.
Desempenho das principais culturas: soja, milho, arroz, feijão e algodão
A soja mantém seu papel central na safra, com produção projetada em 179,2 milhões de toneladas. Apesar de alguns estados produtores terem registrado desempenho abaixo do ciclo anterior, a produtividade média nacional da oleaginosa é a maior já registrada, estimada em 3.696 quilos por hectare. A colheita da soja já alcança 85,7% da área plantada, beneficiada por melhores condições climáticas após redução das chuvas em março.
O milho, segunda cultura em relevância, deve apresentar produção total de 139,6 milhões de toneladas, uma queda de 1,1% em relação ao ciclo anterior. A primeira safra do milho cresceu em área e produção, estimada em 28 milhões de toneladas, enquanto a segunda safra apresenta redução de 3,6%, com previsão de 109,1 milhões de toneladas. Atualmente, a segunda safra está em fase final de semeadura e desenvolvimento vegetativo.
Por outro lado, a produção de arroz está estimada em 11,1 milhões de toneladas, apresentando queda de 12,9% devido à redução da área plantada e condições climáticas desfavoráveis em algumas regiões. A colheita avançou consideravelmente nos principais estados produtores, atingindo 72% no Rio Grande do Sul e 93% em Santa Catarina.
A produção de feijão também registra retração, com previsão de 2,9 milhões de toneladas, 5,2% menor que na safra anterior, porém suficiente para garantir o abastecimento interno. Já o algodão deve produzir 3,8 milhões de toneladas de pluma, com redução de 5,8% causada pela diminuição da área plantada para 2 milhões de hectares, apesar das condições climáticas favoráveis até o momento da pesquisa.
Impacto das condições climáticas e ajustes na produtividade das lavouras
A safra 2025/26 tem sido marcada por variações climáticas que influenciam diretamente a produtividade e o ritmo das colheitas. Em março, a redução das precipitações favoreceu o avanço da soja na colheita, enquanto condições menos favoráveis afetaram culturas como arroz e feijão. Esses fatores resultam em ajustes nas estimativas de produção e produtividade, destacando a importância do monitoramento climático no planejamento agrícola e no abastecimento nacional.
Expectativas de mercado para milho e estoques
Além das projeções de produção, a Conab ajustou o levantamento referente ao estoque de passagem do milho, que agora está estimado em 12,8 milhões de toneladas para janeiro de 2027, com previsão de exportações em 46,5 milhões de toneladas. O consumo interno do cereal foi revisado para aproximadamente 96,5 milhões de toneladas, apresentando pequena variação em relação às previsões anteriores. Esses dados revelam o equilíbrio delicado entre oferta e demanda para o milho, cultura de grande importância para o setor agroindustrial e o mercado consumidor.
Perspectivas para a agropecuária brasileira em 2026
A previsão de safra recorde de grãos 2025/26 reforça o papel do agronegócio como motor da economia brasileira. O crescimento da área plantada e o desempenho das principais culturas indicam resiliência diante dos desafios climáticos e do mercado internacional. No entanto, as reduções observadas em algumas culturas impulsionam a necessidade de estratégias para otimizar produção e garantir a estabilidade do abastecimento. O acompanhamento constante dos dados divulgados pela Conab é fundamental para que produtores, comerciantes e agentes econômicos tomem decisões informadas e contribuam para o desenvolvimento sustentável do setor.
Fonte: bemparana.com.br





