Safra de milho no Rio Grande do Sul apresenta desempenho irregular em 2026

Desafios climáticos impactam avanço da colheita e produtividade das lavouras de milho no estado gaúcho

Safra de milho no Rio Grande do Sul apresenta desempenho irregular em 2026
Plantação de milho no Rio Grande do Sul apresenta variações no desenvolvimento Foto:

A safra de milho no Rio Grande do Sul enfrenta desafios climáticos que afetam o ritmo da colheita e a produtividade das lavouras em 2026.

Impactos das condições climáticas na safra de milho no Rio Grande do Sul

A safra de milho no Rio Grande do Sul em 2026 enfrenta um avanço lento da colheita, registrado em 26 de janeiro, devido às precipitações mais abrangentes no período. A Emater/RS-Ascar indica que esse fator climático influenciou diretamente o ritmo dos trabalhos, que atingiram cerca de 60% da área cultivada. A keyphrase “safra de milho” é fundamental para compreender os efeitos das chuvas e do estresse hídrico sobre o desenvolvimento das lavouras.

Distribuição do desenvolvimento das lavouras e produtividade nas diferentes fases

As áreas restantes da safra de milho encontram-se em diversas fases de desenvolvimento: 5% em estágio vegetativo, 4% na floração, 12% no enchimento de grãos e 19% na maturação. Nas regiões colhidas, a produtividade está próxima das projeções iniciais, principalmente em áreas que não sofreram insuficiência hídrica severa. A redução do estresse hídrico auxiliou na mitigação de perdas adicionais, embora as chuvas tardias não tenham revertido prejuízos consolidados entre janeiro e a primeira quinzena de fevereiro.

Heterogeneidade da safra condicionada à época de semeadura e práticas de manejo

O desempenho desigual da safra de milho está associado ao momento da semeadura e à distribuição das chuvas ao longo do ciclo. Lavouras implantadas precocemente, especialmente aquelas irrigadas ou em sequeiro com boa disponibilidade hídrica, apresentam resultados satisfatórios. Por outro lado, áreas com semeadura intermediária e tardia enfrentam queda na produtividade e na qualidade dos grãos devido ao déficit hídrico durante fases críticas como floração e enchimento.

Desafios na segunda safra e controle de pragas na cultura do milho

A segunda safra de milho enfrenta limitações hídricas que comprometem a emergência e o desenvolvimento inicial das plantas, agravadas pelo estresse térmico. Essas condições devem resultar em produtividades inferiores às expectativas. Além disso, a presença da cigarrinha-do-milho em diversas regiões demanda monitoramento constante, enquanto a lagarta-do-cartucho foi registrada de forma pontual, representando um desafio para os produtores na manutenção da saúde das lavouras.

Expectativas e projeções para a safra de milho no Rio Grande do Sul em 2026

A estimativa atual indica um cultivo em aproximadamente 785.030 hectares, com produtividade projetada de 7.370 kg por hectare para a safra de milho no Rio Grande do Sul. A Emater/RS-Ascar anuncia a divulgação de uma nova projeção no início de março, que poderá trazer atualizações sobre as condições climáticas e o desempenho das lavouras, auxiliando produtores e agentes do setor agropecuário no planejamento das próximas etapas da produção.

Fonte: www.agrolink.com.br