Saída de Derrite do governo Tarcísio: queda de roubos e aumento da violência policial

Análise da gestão de Guilherme Derrite à frente da Segurança Pública de São Paulo

Saída de Derrite do governo Tarcísio: queda de roubos e aumento da violência policial
Guilherme Derrite se despede da Secretaria de Segurança Pública. Foto: Agência

Derrite deixa o cargo com resultados mistos, destacando a queda de roubos, mas com aumento na letalidade policial.

A saída de Derrite e os resultados na segurança pública de SP

Guilherme Derrite (PP) deixa nesta segunda-feira (1º) a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo após quase três anos no cargo. Ele retorna à Câmara dos Deputados para se preparar para sua candidatura ao Senado em 2026. Sua saída ocorre em um cenário de queda recorde de roubos, mas também de crescimento da violência policial, o que levanta questionamentos sobre a eficácia de sua gestão.

Queda de roubos e aumento nas prisões: legados de Derrite

Durante sua gestão, Derrite enfatizou a redução significativa nos índices de roubos, que alcançou o menor registro da história de São Paulo. Ele também destacou o aumento de prisões como um dos principais legados. No entanto, apesar desses números positivos, a gestão foi marcada pela controvérsia, principalmente em relação ao aumento da letalidade policial. Em 2023, as mortes causadas por agentes da polícia aumentaram consideravelmente, refletindo uma política de uso da força que foi criticada por especialistas e pela sociedade civil.

A letalidade policial e o fortalecimento do PCC

Enquanto os dados de roubos melhoraram, a gestão de Derrite também enfrentou um aumento alarmante na letalidade policial. A morte de Ruy Ferraz, ex-número 1 da Polícia Civil, em um ataque do PCC, evidenciou a crescente ameaça da facção criminosa. Além disso, episódios de violência, como a emboscada que resultou na morte de um delator em Cumbica, geraram tensão entre Derrite e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), culminando em sua saída do cargo.

Críticas e controvérsias durante a gestão

Derrite também foi alvo de críticas por seu apoio a projetos de lei que endurecem penas e seu uso das redes sociais para defender ações policiais controversas. A gestão foi marcada por ações letais que resultaram em um aumento do medo e da insegurança entre a população. Pesquisas indicam que, apesar das quedas em alguns indicadores de criminalidade, a percepção de insegurança entre os cidadãos aumentou, refletindo uma desconexão entre os dados e a realidade vivida pelos paulistanos.

Expectativas para o futuro da segurança pública

Com a saída de Derrite, o governador Tarcísio ainda não anunciou um sucessor. O nome mais cotado é o de Marcello Streifinger, atual secretário de Administração Penitenciária, que é visto como uma opção mais técnica para o cargo. À medida que o cenário político se intensifica com as eleições de 2026 se aproximando, a segurança pública permanecerá no centro do debate político em São Paulo. A gestão de Derrite deixa um legado de resultados mistos, onde, apesar de alguns avanços, os desafios permanecem significativos.

Conclusão

A gestão de Guilherme Derrite à frente da Segurança Pública de São Paulo é um exemplo de como resultados numéricos podem contrabalançar a percepção pública e a realidade da segurança. Com a queda de roubos, é crucial que os novos líderes encontrem um equilíbrio entre a eficácia da segurança e a proteção dos direitos humanos. O futuro da segurança pública no estado dependerá da capacidade de abordar essas questões de forma holística e inclusiva.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Agência