Salvaguardas ambientais limitam acesso do agronegócio brasileiro ao mercado europeu

Setor alerta para barreiras que podem anular benefícios do acordo Mercosul-União Europeia

Salvaguardas ambientais limitam acesso do agronegócio brasileiro ao mercado europeu
Impacto negativo nas vendas de carne bovina podem superar 100 milhões de euros em um ano — Foto: Claudio Belli/Valor

Salvaguardas e exigências ambientais dificultam o acesso do agronegócio brasileiro ao mercado europeu, ameaçando os ganhos do acordo Mercosul-União Europeia.

Salvaguardas ambientais desafiam o agronegócio brasileiro no mercado europeu

O acesso do agronegócio brasileiro ao mercado europeu está sendo limitado por salvaguardas ambientais e exigências rígidas que impõem barreiras adicionais além da redução tarifária negociada no acordo Mercosul-União Europeia (UE). O setor alerta que essas medidas podem anular os benefícios comerciais previstos e gerar impactos econômicos significativos, especialmente para a carne bovina.

Impactos econômicos e comerciais

Segundo representantes do setor, o impacto negativo nas vendas de carne bovina para a UE pode superar 100 milhões de euros em apenas um ano. Esse cenário traduz a dificuldade do Brasil em atender às demandas europeias que vão além das tarifas, envolvendo aspectos ambientais, sociais e de rastreabilidade, que dificultam o acesso e a competitividade do produto brasileiro no mercado.

Exemplo de ações regionais e consultas públicas

O governo do Paraná adotou medidas semelhantes às salvaguardas no fim de 2025, sinalizando uma tendência de restrições regionais voltadas à sustentabilidade ambiental. Além disso, uma consulta pública sobre o tema está prevista para ser encerrada em 27 de janeiro, demonstrando o interesse em dialogar sobre os critérios que limitam o comércio e influenciam o setor.

Desafios para ampliar as exportações brasileiras

O setor estima que as exportações brasileiras poderiam quadruplicar em 2026, mas as barreiras ambientais e sanitárias impõem um desafio para alcançar esse potencial. A redução tarifária garantida pelo acordo não é suficiente para garantir o acesso irrestrito, pois as exigências europeias abrangem aspectos técnicos e ambientais que devem ser cumpridos para evitar restrições e sanções.

Necessidade de diálogo e adequação

O cenário aponta para a necessidade de um alinhamento entre as políticas brasileiras e as expectativas da União Europeia quanto à sustentabilidade e responsabilidade ambiental. Estratégias para adequar a produção e fortalecer certificações podem ser fundamentais para garantir a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado europeu, evitando perdas econômicas e fortalecendo a presença do país no comércio global.

Fonte: globorural.globo.com

Fonte: Claudio Belli/Valor