Índice de envelhecimento atingiu 101,0 em 2025, marcando inversão histórica na pirâmide etária do Estado

Estado de São Paulo alcançou índice de 101,0 em 2025, com 101 idosos para cada 100 crianças menores de 15 anos.
O Estado de São Paulo alcançou um marco demográfico histórico em 2025. Segundo dados do Painel População da Fundação Seade divulgados nesta quarta-feira (23), o Estado tem 101 pessoas com 60 anos ou mais para cada 100 crianças e adolescentes com menos de 15 anos. O índice de envelhecimento chegou a 101,0 pela primeira vez.
A população com 60 anos ou mais soma 8,4 milhões de pessoas. Considerando a população total do Estado, os idosos correspondem a 18,4% dos habitantes, sendo 10,5% mulheres e 7,9% homens.
Bernadette Waldvogel, gerente da área de Demografia da Fundação Seade, afirmou que os dados apontam uma mudança importante na estrutura etária. “Em 1950, havia cerca de 12 idosos para cada 100 crianças e adolescentes com menos de 15 anos. Hoje, essa relação chegou a praticamente um para um, mostrando que a população do Estado está se tornando cada vez mais madura.”
A velocidade do envelhecimento fica evidente na evolução do indicador nas últimas décadas. O índice de envelhecimento paulista cresceu 8,7 vezes entre 1950 e 2025. Em 2000, havia 34,1 idosos para cada 100 pessoas com menos de 15 anos; em 2010, essa relação chegou a 53,9; em 2020, a 82,3; e em 2025, ultrapassou pela primeira vez a marca de 100.
Outro movimento que começa a influenciar esse cenário é a chegada da geração X à terceira idade. Entre os paulistas, 549 mil têm exatamente 60 anos e fazem parte dessa geração, formada pelos nascidos entre 1965 e 1980. Eles representam 6,6% da população idosa.
O contingente com 60 anos ou mais já se aproxima daquele formado pelas pessoas entre 45 e 60 anos, que reúne 9,2 milhões de habitantes. O envelhecimento também avançou pelos municípios paulistas. Em 2000, Águas de São Pedro era o único município do Estado em que o número de idosos superava o de crianças e adolescentes, com índice de 110,9. Em 2025, os indicadores estão mais elevados, embora permaneçam diferenças regionais entre regiões do Estado.







