Selic em 2025: Copom alerta para riscos fiscais e possíveis altas

Comitê de Política Monetária avalia cenário econômico e fiscal em sua ata.

Selic em 2025: Copom alerta para riscos fiscais e possíveis altas
Fachada do edifício-sede do Banco Central do Brasil em Brasília. Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Copom destaca riscos fiscais e não descarta nova alta da Selic em sua ata de dezembro de 2025.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) divulgou sua ata referente à reunião de dezembro de 2025, onde expôs a visão de um cenário econômico complicado. O colegiado destacou que, mesmo após algumas mudanças nas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos, o cenário externo continua incerto. Além disso, a ata menciona um “esmorecimento” nas reformas estruturais necessárias para a manutenção da disciplina fiscal do governo brasileiro.

O contexto da Selic e suas implicações

O Copom mantém a taxa Selic em 15% ao ano, um patamar elevado que não se via há quase duas décadas. Este nível elevado de juros é uma estratégia para controlar a inflação, já que juros altos tendem a desestimular o consumo e os investimentos, tornando o crédito mais caro e desacelerando a atividade econômica. Com isso, espera-se uma redução dos preços para consumidores e produtores. No entanto, o aumento dos juros pode ter um efeito colateral significativo sobre o crescimento econômico.

Análise do cenário atual

As projeções recentes indicam que o mercado não acredita que a Selic possa voltar a níveis inferiores a dois dígitos durante a atual gestão. O Copom, em sua ata, detalhou os motivos que levaram ao fim do ciclo de altas da Selic, que se iniciou em setembro do ano passado, quando a taxa passou de 10,50% para 10,75%. Desde então, a taxa foi mantida em 15% ao ano por quatro reuniões consecutivas, refletindo a necessidade de um controle rigoroso da inflação em meio a um ambiente econômico desafiador.

Possíveis desdobramentos

O Copom afirmou que continuará monitorando a situação e que não hesitará em retomar a elevação da taxa se necessário. Essa postura vigilante é fundamental, pois a inflação continua sendo um dos principais desafios para a economia brasileira. A decisão do Copom de manter a Selic em 15% é um sinal claro de que a política monetária pode ser ajustada a qualquer momento, dependendo das condições econômicas.

A Selic em 2025, portanto, se apresenta como um elemento central nas discussões sobre a saúde econômica do Brasil, refletindo tanto as incertezas do cenário externo quanto as dificuldades internas relacionadas à disciplina fiscal.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto