Prática compromete desempenho das lavouras e reduz arrecadação de impostos

Uso de sementes piratas retira R$ 10 bilhões por ano da cadeia de sementes e compromete produtividade das lavouras
O comércio de sementes ilegais continua provocando perdas expressivas ao mercado brasileiro. A prática retira aproximadamente R$ 10 bilhões por ano da cadeia de sementes, segundo levantamento do setor.
Além das perdas financeiras diretas, o uso de sementes piratas reduz a arrecadação de impostos e compromete o desempenho das lavouras. A comercialização ilegal de sementes prejudica tanto produtores rurais quanto empresas legalmente constituídas que investem em pesquisa e desenvolvimento de variedades.
O impacto se estende ao potencial produtivo das áreas cultivadas, uma vez que sementes de qualidade inferior ou inadequadas para as condições climáticas reduzem a produtividade e aumentam riscos de perda total da safra.
A cadeia produtiva de sementes enfrenta desafios significativos com a circulação de produtos ilegais no mercado. A falta de controle de qualidade e rastreabilidade nas sementes piratas impede que agricultores obtenham garantias sobre origem, pureza genética e tratamento fitossanitário adequado.
Os prejuízos também atingem a receita tributária, uma vez que o comércio ilegal não gera impostos para municípios e estados. Investigações sobre o tema continuam em andamento, com foco em operações que coíbam a produção e distribuição de sementes sem registro e autorização oficial.





