Senado aprova aposentadoria especial com custo de R$ 27 bi

PEC para agentes comunitários de saúde é aprovada com 73 votos, mas gera críticas de pré-candidatos sobre impacto orçamentário

Senado aprova aposentadoria especial com custo de R$ 27 bi
Aprovação da PEC para aposentadoria especial de agentes de saúde gerará impacto de R$ 27 bilhões no Orçamento em dez anos. Foto: Jornal Nacional/Reprodução

O Senado aprova PEC que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde com custo estimado em R$ 27 bilhões. Decisão contraria orientação do governo.

PEC de aposentadoria especial é aprovada no Senado com votação esmagadora

A PEC aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde obteve aprovação ampla no Senado na noite de terça-feira, com 73 votos a favor e apenas 1 contrário em ambos os turnos de votação. O único voto contrário veio do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Impacto orçamentário preocupa governo e candidatos

O governo federal projeta um gasto de R$ 27 bilhões em dez anos com a implementação dessa medida constitucional. Apesar dessa estimativa expressiva de custo, e da posição oficial contrária do Executivo, toda a máquina governista votou favoravelmente ao projeto. Oito dos nove senadores do PT presentes na sessão votaram a favor da proposta, reforçando a desconexão entre a orientação governamental e o voto das bancadas aliadas.

Críticas de pré-candidatos sobre “pauta-bomba”

O pré-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) criticou duramente a aprovação, chamando-a de “pauta-bomba” que comprometeria orçamentos futuros. “O Congresso Nacional, tomado pelo Centrão, acabou de aprovar duas pautas bombas que vão destruir o orçamento do Brasil e parece que isso já é uma sabotagem com o próximo governo, porque isso não vai interferir muito no governo atual, vai interferir no próximo”, afirmou o pré-candidato.

Posicionamento unificado das bancadas

Além do PT, todos os senadores do PSD, MDB, PSB, PSDB, Podemos e PDT votaram favoravelmente à PEC. As ausências notáveis incluíram Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Rogério Marinho (PL-RN), Daniella Ribeiro (PP-PB), Marcos do Val (Avante-ES) e Teresa Leitão (PT-PE). O alinhamento quase unânime nas votações revela consenso sobre a questão entre as principais siglas do Congresso, contrastando com as críticas que começam a emergir no contexto eleitoral de 2026.