Senatran estabelece limite de R$ 180 para exames da CNH

Nova portaria redefine valores e gera controvérsias entre profissionais da saúde.

Senatran estabelece limite de R$ 180 para exames da CNH
Aplicativo da CNH em nova configuração. Foto: CNN

A nova portaria da Senatran estabelece um teto de R$ 180 para exames da CNH, gerando polêmica entre profissionais da saúde.

O Impacto Imediato

A recente decisão da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) de estabelecer um teto de R$ 180 para os exames de aptidão física, mental e avaliação psicológica exigidos para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) tem gerado uma onda de reações entre profissionais da saúde. A norma, que entrou em vigor imediatamente, visa padronizar os valores de exames em todo o país, mas levanta preocupações sobre a qualidade dos serviços prestados e a disponibilidade de profissionais para realizar esses testes.

Entenda o Contexto

Os exames para a CNH, que incluem avaliações médicas e psicológicas, são essenciais para garantir a segurança no trânsito. No entanto, até a publicação da nova portaria, os valores desses exames variavam significativamente entre os estados, o que gerava uma disparidade que poderia afetar a acessibilidade para os candidatos. A portaria nº 927/2025, publicada em 12 de dezembro, busca corrigir essa situação, mas ao mesmo tempo ignora as complexidades envolvidas na realização desses exames.

Detalhes da Nova Regra

Com a nova norma, o limite de R$ 180 se refere à soma dos dois exames, ou seja, médicos e psicólogos terão que dividir esse valor, resultando em R$ 90 para cada um. Essa divisão, segundo especialistas, pode levar à recusa de alguns profissionais em prestar os serviços, gerando uma possível escassez de médicos e psicólogos credenciados. Atualmente, por exemplo, o exame médico em Minas Gerais custa R$ 221,85, enquanto em São Paulo o preço chega a R$ 122,17, sem contar que a avaliação psicológica pode custar R$ 142,53.

Repercussão e Expectativa

Política/Mundo

A medida já gerou críticas da Mobilização Nacional de Médicos e Psicólogos do Tráfego, que considera a decisão uma precarização dos serviços. Em nota, a entidade afirma que a fixação de um “piso” sem estudos técnicos pode comprometer a qualidade das avaliações, além de desconsiderar obrigações legais relacionadas à acessibilidade. Os profissionais alertam que a nova regra pode aumentar as filas e atrasar o processo de habilitação, prejudicando os candidatos.

Entretenimento

Enquanto isso, a população espera por esclarecimentos sobre como a implementação dessa norma afetará os prazos para obtenção e renovação da CNH. A expectativa é que, com a diminuição de profissionais disponíveis, os serviços se tornem mais escassos e lentos, afetando diretamente a mobilidade urbana.

A situação, portanto, levanta questões sobre a eficácia dessa nova regulamentação e os impactos que pode ter na segurança viária e na saúde pública. A Senatran precisará avaliar a situação e, possivelmente, revisar a portaria para evitar que a qualidade dos serviços seja comprometida.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: CNN