Documento entregue à Justiça Eleitoral usa 85 vezes o verbo ampliar e apenas 46 vezes criar

Plano de governo de Sergio Moro (PL) apresentado ao TSE prevê ampliar programas existentes em vez de criar novas iniciativas a partir de janeiro de 2027.
O eleito governador Sergio Moro (PL) terá a partir de 5 de janeiro de 2027 para executar as propostas registradas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com o lema “Fortaleza Paraná”, o plano de governo prevê a ampliação de serviços e programas já existentes no estado.
De acordo com análise do documento disponível no sistema DivulgaCand, a palavra “ampliar” aparece 85 vezes no plano, enquanto “fortalecer” é citada 62 vezes. Os termos “melhorar” e “melhoria” aparecem cerca de dez vezes cada. Em comparação, o verbo “criar” é utilizado apenas 46 vezes, e os sinônimos “implantar” e “implantação” aparecem 18 e 23 vezes, respectivamente.
As diretrizes indicam a intenção de aproveitar estruturas, programas, redes de atendimento e convênios já existentes no estado, ampliando seu alcance regional ou sua capacidade de atendimento. Entre as propostas está a expansão do programa de escolas cívico-militares, implementado durante a gestão do atual governador, Ratinho Júnior (PSD).
Na saúde, o plano prevê ampliar a rede hospitalar existente e a capacidade de resposta do Samu e do Siate. Na segurança pública, propõe expandir a Patrulha Maria da Penha, aumentar as oportunidades de trabalho para egressos do sistema penitenciário e ampliar os sistemas de alerta da Defesa Civil.
Além da continuidade de iniciativas já existentes, o documento apresenta a proposta de um governo “municipalista”. Pelo menos 33 medidas mencionam o apoio a iniciativas de responsabilidade ou execução municipal, por meio de assistência técnica, suporte financeiro, capacitação e apoio institucional. Entre as ações previstas estão o incentivo à criação de conselhos, fundos e planos municipais de cultura; a capacitação de gestores públicos; o apoio à formação de governanças municipais e regionais; e a assistência às prefeituras na elaboração e revisão dos Planos Diretores.
Todo candidato que se registra para chefia do Poder Executivo — seja para a Presidência da República, governo estadual ou prefeitura — deve apresentar um plano de governo à Justiça Eleitoral. Após a eleição, porém, o documento não possui força legal para obrigar o cumprimento das propostas.






