Redução da jornada semanal prevista para 36 horas pode elevar custos e impactar obras, segundo Secovi-SP

Setor imobiliário de São Paulo prevê atrasos em obras e aumento de trabalhos extras após fim da escala 6×1, alerta Secovi-SP.
Impactos previstos para o setor imobiliário de São Paulo com o fim da escala 6×1
O setor imobiliário de São Paulo enfrenta perspectivas de atrasos em obras e aumento de trabalhos informais com a proposta em curso no Congresso Nacional que visa extinguir a escala 6×1, reduzindo a jornada semanal máxima de 44 para 36 horas. A Secovi-SP aponta que essa redução, embora favoreça o descanso, poderá aumentar os custos operacionais e o valor final dos imóveis, afetando toda a cadeia produtiva.
Como a redução da jornada influencia os custos e preços no setor imobiliário
A medida implica que o valor pago por hora trabalhada aumentará, já que o salário mensal permanecerá o mesmo para menos horas. Esse reajuste se refletirá em maior custo para construtoras, fornecedores e prestadores de serviços ligados à construção civil. Segundo a Secovi-SP, essa elevação tenderá a ser repassada aos consumidores, elevando preços e dificultando a absorção pelo mercado sem comprometimento do orçamento dos compradores.
Aumento da informalidade e da automação como resposta do mercado
Em um cenário de pleno emprego, a entidade prevê que as empresas buscarão reduzir custos por meio da automação e da substituição de mão de obra humana. Essa substituição tecnificada pode levar a um aumento da informalidade, já que trabalhadores poderão recorrer a “bicos” para complementar a renda perdida devido à menor carga horária. Essa realidade desafia a sustentabilidade do emprego formal e pode alterar dinâmicas sociais importantes.
Consequências na logística, prazos e custos das obras em São Paulo
A Secovi-SP destaca que empreiteiros e seus colaboradores terão três dias de descanso por semana, inviabilizando operações como entregas e logística em determinados períodos. Isso comprometerá o andamento das obras, aumentando o tempo para conclusão e, consequentemente, os custos finais. A entidade reforça que o consumidor final será quem arcará com essa elevação, gerando impacto no mercado imobiliário paulista e nos investimentos futuros.
Debate e necessidade de estudos técnicos sobre a jornada reduzida
Apesar dos efeitos apontados, o setor imobiliário de São Paulo reconhece a relevância da discussão sobre qualidade de vida e jornada de trabalho. No entanto, a Secovi-SP defende que a mudança não possui caráter emergencial e recomenda que o tema seja aprofundado com estudos técnicos que considerem as especificidades de cada setor. O diálogo amplo com a sociedade é fundamental para mitigar impactos econômicos e sociais.
A proposta de alteração da jornada está em análise no Congresso e pode sofrer ajustes, incluindo a possibilidade da redução para 40 horas semanais. Enquanto isso, o setor imobiliário paulista já se prepara para os desafios que essa transformação pode trazer, evidenciando a complexa relação entre leis trabalhistas, economia e vida urbana.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Pilar Olivares





