Sinduscon-SP alerta para alta no preço de imóvel com fim da escala 6×1

Presidente do SindusCon-SP aponta que mudança na escala de trabalho pode elevar custo dos imóveis em até 10%

Sinduscon-SP alerta para alta no preço de imóvel com fim da escala 6x1
Yorki Estefan durante o CNN Talks 2026. Foto: Logo CNN Brasil

SindusCon-SP alerta que fim da escala 6×1 pode aumentar o preço dos imóveis em até 10%, impactando o mercado imobiliário e a oferta de empregos.

Impactos do fim da escala 6×1 no preço do imóvel e mercado de trabalho

O fim da escala 6×1 tem sido apontado como um fator que pode elevar significativamente o preço dos imóveis, conforme detalhado por Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, durante o CNN Talks 2026, realizado em 20 de março de 2026. Segundo Estefan, essa mudança geraria um aumento nos custos de mão de obra entre 17% e 20%, resultando num impacto direto de 7% a 10% no valor final dos imóveis oferecidos ao consumidor.

Essa alteração da escala, que atualmente permite seis dias de trabalho seguidos por um de descanso, representaria uma redução da jornada semanal na construção civil, com consequências importantes para a produtividade e para o volume de empregos requeridos no setor.

Necessidade de geração expressiva de empregos para compensar a nova escala

A implementação de uma jornada reduzida exigiria a criação de aproximadamente 300 mil novos empregos para manter o ritmo atual de obras. No entanto, Estefan destacou que não há oferta suficiente de mão de obra qualificada para atender a essa demanda, colocando em risco o andamento dos projetos e a entrega de imóveis no prazo previsto.

No ano anterior, o setor já havia promovido a geração de 86 mil empregos, o que evidencia o esforço significativo do segmento da construção civil para absorver a mão de obra disponível. A proposta de escala 6×1 geraria uma pressão ainda maior sobre o mercado de trabalho, com risco de atrasos e aumento dos custos dos projetos.

Reflexos no consumidor final e no mercado imobiliário

Cada aumento de 1% no custo de produção inviabiliza a aquisição de imóveis por cerca de 500 mil famílias. Assim, a elevação de até 10% no preço dos imóveis, projetada por Estefan, pode restringir significativamente o acesso à moradia para uma parcela importante da população.

Esse cenário também pode afetar a dinâmica do setor imobiliário como um todo, reduzindo a demanda e provocando ajustes nos preços e na oferta de imóveis novos, com impacto direto nos investimentos e no crescimento econômico.

Desafio de equilibrar produtividade e qualidade de vida na construção civil

A discussão sobre o fim da escala 6×1 envolve o desafio de conciliar a necessidade de ganhos em qualidade de vida e condições de trabalho com a manutenção da produtividade e sustentabilidade do setor. O relator da PEC que analisa a escala destaca a importância de evitar desordens e buscar avanços que não comprometam o funcionamento da indústria.

Yorki Estefan enfatiza que a pauta merece amplo debate com a sociedade para que sejam avaliadas as consequências e definidas as melhores alternativas para o futuro do mercado de trabalho na construção civil.

Conclusão: A urgência do diálogo e do planejamento estratégico

O possível fim da escala 6×1 traz à tona uma série de desafios complexos que impactam diretamente o custo dos imóveis, a geração de empregos e a eficiência do setor da construção civil. A necessidade de diálogo entre entidades do setor, governos e sociedade é fundamental para encontrar soluções que conciliem interesses econômicos e sociais, garantindo um mercado sustentável e acessível para os brasileiros.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Logo CNN Brasil