Presidente Edson Fachin conduz decisão após ministro deixar relatoria das investigações

STF decide arquivar ação de suspeição de Toffoli no caso Banco Master após ministro deixar relatoria e presidente Fachin assumir condução.
Arquivamento da ação de suspeição de Toffoli no caso Banco Master
No sábado, 21 de fevereiro de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) oficializou o arquivamento da ação de suspeição contra o ministro Dias Toffoli no contexto das investigações relacionadas ao Banco Master. A decisão foi tomada após Toffoli ter deixado a relatoria do processo na quinta-feira, 12 de fevereiro, transferindo a condução para o presidente da Corte, Edson Fachin. A ação questionava a imparcialidade do ministro Toffoli na condução das investigações, mas os ministros do STF concluíram que não havia fundamentos que justificassem a continuidade da arguição.
Contexto da relatoria e mudança de comando no processo
A transferência da relatoria ocorreu após uma reunião sigilosa entre os ministros do STF no gabinete da presidência. Durante esse encontro, Fachin apresentou relatório da Polícia Federal contendo informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, no qual havia menções ao ministro Toffoli. Considerando os altos interesses institucionais e a necessidade de garantir a integridade dos processos, Toffoli solicitou formalmente a remessa dos feitos sob sua relatoria para a Presidência do Tribunal, que promoveu a livre redistribuição do caso entre os membros da Corte.
Análise dos ministros do STF sobre os fundamentos da arguição
Após análise detalhada dos autos, os ministros do Supremo avaliaram que não havia base jurídica suficiente para manter a ação de suspeição contra Toffoli. A decisão reflete o entendimento de que as alegações apresentadas não configuravam impedimento ou suspeição capazes de comprometer a imparcialidade do magistrado na condução das investigações. Assim, o arquivamento foi formalizado, encerrando o processo de arguição.
Impactos institucionais e repercussões políticas
O arquivamento da ação de suspeição reforça a autonomia do STF para gerir casos sensíveis envolvendo seus membros, garantindo que as decisões sejam tomadas com base em critérios jurídicos rigorosos. A condução pelo presidente Edson Fachin, após a saída de Toffoli da relatoria, buscou preservar a transparência e a confiança nas investigações do Banco Master. O episódio também ressalta a complexidade das investigações envolvendo figuras de destaque no cenário político e econômico nacional.
Procedimentos adotados segundo o Regimento Interno do STF
O processo seguiu o previsto no Regimento Interno do STF (RISTF), especificamente no artigo 21, inciso III, que permite ao ministro submeter questões à Presidência para o bom andamento dos feitos. A atuação conjunta dos ministros para encaminhar a questão demonstra o funcionamento das normas internas do Supremo para tratar eventuais conflitos de interesses e assegurar o correto trâmite dos processos judiciais.
Ao longo de todo o procedimento, o STF agiu para preservar a integridade institucional e evitar prejuízos ao andamento das investigações que envolvem o Banco Master e seu proprietário, Daniel Vorcaro.





