O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus aliados, acusados de envolvimento em uma trama para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022. A análise do caso terá início a partir de 2 de setembro, conforme decisão do presidente da Primeira Turma do STF. A definição da data atende a um pedido do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
Bolsonaro, juntamente com figuras como o ex-ministro Braga Netto e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, é réu no processo que apura a tentativa de subverter o resultado eleitoral. As acusações incluem a elaboração de um plano para manter o então presidente no poder, mesmo após a derrota nas urnas. O julgamento, que será realizado de forma presencial, envolverá não apenas o núcleo central da suposta trama, mas também outros três grupos acusados de participação no golpe.
Além de Bolsonaro, a lista de réus do núcleo central inclui nomes como Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, acusado de disseminar notícias falsas sobre as eleições, e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, apontado como responsável por assessorar juridicamente Bolsonaro na execução do plano. Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha, e Augusto Heleno, ex-ministro do GSI, também figuram entre os acusados.
As defesas dos réus apresentaram suas alegações finais, buscando demonstrar a fragilidade das acusações e a ausência de provas que liguem seus clientes ao planejamento de um golpe de Estado. A expectativa agora é pela análise da Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Flávio Dino, que decidirão sobre a condenação ou absolvição dos acusados. A possibilidade de um pedido de vista por algum ministro pode estender o prazo para a conclusão do julgamento.
Fonte: http://www.metropoles.com