STF Marca Julgamento de Bolsonaro e Aliados por Trama Golpista: Entenda o Caso

O Supremo Tribunal Federal (STF), sob a condução do ministro Cristiano Zanin, agendou o julgamento de Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus acusados de envolvimento em uma alegada conspiração golpista. A expectativa é de um debate intenso, seguindo o rito processual penal para julgamentos presenciais, em um caso que atrai a atenção de todo o país.

As sessões extraordinárias, marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro de 2025, ocuparão as manhãs e tardes, complementando as sessões ordinárias já previstas. Este calendário visa garantir tempo adequado para a análise detalhada das acusações e defesas, em um processo de grande complexidade.

O julgamento terá início com a apresentação do relatório do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, seguido pela manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, autor da denúncia. As defesas terão espaço para apresentar suas argumentações, buscando demonstrar a inocência de seus clientes.

Após as alegações das defesas, os ministros da Primeira Turma do STF, incluindo Moraes, Cármen Lúcia, Zanin, Luiz Fux e Flávio Dino, proferirão seus votos. A decisão final será tomada por maioria, podendo resultar em condenação ou absolvição dos réus.

É importante ressaltar que a presença de Bolsonaro e dos demais réus não é obrigatória durante o julgamento, conforme o Regimento Interno do STF. A defesa poderá ser conduzida integralmente por seus advogados, assegurando o direito à representação técnica.

Além de Bolsonaro, outros nomes de destaque como Alexandre Ramagem, Almir Garnier Santos, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Souza Braga Netto também figuram como réus no núcleo central da acusação. As defesas já apresentaram suas alegações finais, buscando refutar as acusações da PGR.

Walter Souza Braga Netto é o único réu preso entre os acusados, detido sob suspeita de obstruir as investigações. Segundo a delação de Cid, Braga Netto teria entregado dinheiro para financiar ações que incluíam um plano para matar o ministro Alexandre de Moraes.

Fonte: http://www.metropoles.com

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