Deputado Carlos Minc questiona gratificação por mortes em operações policiais.
Deputado Carlos Minc solicita a suspensão de bônus para policiais no RJ, questionando a legalidade da gratificação ligada a mortes em operações.
Lead: Uma nova polêmica emerge no estado do Rio de Janeiro em torno da suspensão de bônus a policiais civis. O deputado estadual Carlos Minc (PSB) entrou com uma ação judicial questionando a chamada “gratificação faroeste”, que premia policiais por operações que resultam em apreensão de armas ou na morte de criminosos.
H2: Contexto da Gratificação
A gratificação, restabelecida em 18 de dezembro, foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) após a derrubada do veto do governador Cláudio Castro (PL). O veto foi fundamentado em avaliação da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que destacou a falta de estimativa financeira e a criação de despesas sem previsão orçamentária. A gratificação pode variar de 10% a 150% do salário do policial, dependendo do tipo de operação.
H2: Argumentos do Deputado Minc
Na ação direta de inconstitucionalidade (ADI), Minc afirma que a norma fere a Constituição ao vincular compensação financeira à morte, uma prática que ele considera que incentiva a violência policial. O parlamentar recorda que o próprio governo reconheceu a irregularidade ao vetar o dispositivo.
H2: Histórico e Críticas
Esta não é a primeira vez que o Rio de Janeiro experimenta uma gratificação similar. Entre 1995 e 1998, um bônus foi extinto após denúncias de que estava associado a execuções extrajudiciais em operações policiais. Minc, que participou do movimento para a extinção do bônus na época, cita um estudo que revelou que 65% das mortes em confronto naqueles anos foram, de fato, execuções.
H2: A Reação das Entidades de Direitos Humanos
Entidades de direitos humanos, incluindo a Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público Federal (MPF), também manifestaram contrárias à gratificação. As críticas se concentram na ineficácia da norma em combater a criminalidade e no risco de incentivar a letalidade policial.
H2: O Futuro da Gratificação
O projeto que reestruturou a Polícia Civil, que inclui a gratificação, foi aprovado em outubro, mas sua continuidade agora depende da decisão judicial a ser tomada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A derrubada do veto foi publicada no Diário Oficial em 26 de dezembro, e a ADI de Minc foi protocolada no mesmo dia. A gratificação permanece em vigor até que uma decisão seja tomada.
H2: Impactos e Prazos
A discussão sobre a gratificação a policiais não é apenas uma questão legal, mas também um reflexo das tensões sociais em torno da violência policial no Brasil. Enquanto a sociedade se mantém atenta às decisões judiciais, o debate sobre a ética e a eficácia das políticas de segurança pública continua em destaque.





