Tarifa da Light sobe 8,59% a partir de 15 de março

Reajuste aprovado pela Aneel impacta consumidores residenciais e de alta tensão no Rio de Janeiro

Tarifa da Light sobe 8,59% a partir de 15 de março
Linhas de transmissão de energia da Light no Rio de Janeiro. Foto: Robson Rodrigues

A tarifa da Light terá aumento médio de 8,59% a partir de 15 de março, afetando principalmente consumidores residenciais e de alta tensão.

Reajuste da tarifa da Light confirmado para 15 de março de 2026

A partir de domingo, 15 de março de 2026, a tarifa da Light terá um reajuste médio de 8,59%, conforme aprovado pela diretoria da Aneel. A decisão afeta diretamente o custo da energia para cerca de 4,3 milhões de unidades consumidoras em 31 municípios do Rio de Janeiro. O diretor Gentil Nogueira de Sá Júnior foi o relator que defendeu o aumento acima da proposta inicial da Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica, que sugeria 3,81%.

Impactos diferenciados para consumidores residenciais e industriais

O reajuste tarifário da Light prevê um aumento de 6,4% para consumidores residenciais classificados na categoria B1. Já os clientes conectados em alta tensão sofrerão um reajuste médio maior, de 13,4%. A classe de baixa tensão, que inclui estabelecimentos comerciais e pequenos consumidores, terá uma elevação média de 6,56%. Essa distinção reflete o perfil de consumo e os custos específicos relacionados a cada segmento atendido pela distribuidora.

Contexto da devolução de créditos fiscais e estratégia tarifária

Um dos pontos centrais na definição do reajuste foi a questão da devolução dos créditos de PIS/Cofins reconhecidos pela Receita Federal. A Light foi pioneira na análise desses créditos após decisão do STF, mas o valor reconhecido pela Receita é menor que o montante já devolvido aos consumidores, gerando um debate administrativo em curso. Para mitigar impactos futuros, o relator optou por um deferimento tarifário em 2026 que inclui um desconto de R$ 1,03 bilhão, valor menor que o estimado pela área técnica, que considerava R$ 1,6 bilhão.

Preocupações com a formação de “bolha” tarifária no setor elétrico

Gentil Nogueira manifestou preocupação quanto ao risco de uma “bolha” tarifária se consolidar nos próximos anos, provocada pela diferença entre os créditos fiscais já devolvidos pelas distribuidoras e o valor que a Receita Federal reconhece oficialmente. Essa possível distorção pode pressionar reajustes futuros, afetando a previsibilidade dos custos para consumidores e operadores do setor elétrico.

Relevância do reajuste para o mercado energético e consumidores do Rio de Janeiro

A Light é uma das principais distribuidoras do país, e seu reajuste tarifário impacta diretamente a economia e o orçamento de milhões de residências e empresas no Rio de Janeiro. A decisão da Aneel reafirma o papel regulatório da agência em equilibrar a saúde financeira das concessionárias com a proteção dos consumidores. O aumento aprovado em 2026 deverá ser acompanhado por análises contínuas das condições econômicas e jurídicas do setor para garantir sustentabilidade e transparência no fornecimento de energia elétrica.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Robson Rodrigues