Tarifa zero e escala 6×1: prioridades do governo em 2026

Lindbergh Farias destaca foco em propostas estratégicas no Congresso.

Em 2026, o governo Lula focará na tarifa zero e no fim da escala 6×1, segundo Lindbergh.

O governo Lula, através do líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, anunciou uma estratégia legislativa focada para o ano de 2026. Em um cenário onde a disputa eleitoral se intensifica, o governo optará por uma agenda reduzida, priorizando apenas propostas consideradas essenciais, como a tarifa zero no transporte público e o fim da escala de trabalho 6×1.

O foco do governo em 2026

Lindbergh Farias enfatizou que o ambiente político está cada vez mais dominado por questões eleitorais, o que limita a capacidade de avançar com uma extensa gama de projetos. “É um ano eleitoral, e nós não pretendemos acionar tanto com o parlamento”, declarou. Segundo ele, a estratégia é encaminhar apenas propostas indispensáveis à gestão e ao projeto político do presidente Lula.

Tarifas zero e escala de trabalho

A tarifa zero no transporte público ainda está sendo avaliada pelo Ministério da Fazenda. Pesquisas indicam que a implementação dessa medida custaria cerca de R$ 78 bilhões. Entretanto, os estudiosos acreditam que não seria necessário criar novos impostos, mas sim rever as regras do vale-transporte.

Por outro lado, a proposta de acabar com a escala 6×1 já está em tramitação, com uma PEC aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Lindbergh destacou que várias iniciativas estão sendo discutidas na Câmara para tratar da redução da jornada de trabalho, refletindo uma preocupação com a qualidade de vida dos trabalhadores.

Estratégia política e desafios

O líder do PT também mencionou que a dinâmica eleitoral já influencia o Congresso desde 2025, limitando a aprovação de diversas matérias. “A disputa política é natural, e o presidente Lula tem se posicionado de forma eficaz nessas questões”, afirmou, ressaltando a importância da liderança do presidente na condução do debate político.

No entanto, Lindbergh acredita que reformas mais profundas, como a reforma política, não avançarão em 2026, mas continuarão sendo discutidas de forma estratégica para 2027. “A nossa opção por uma agenda legislativa mais restrita não representa um recuo político, mas uma reorganização diante do calendário eleitoral”, concluiu.

Esse novo enfoque do governo tem como objetivo garantir que as questões mais relevantes para a população estejam no centro do debate, ao mesmo tempo em que se prepara para um ano que se avizinha repleto de desafios eleitorais.