Auditoria revela falhas em aquisições feitas entre 2018 e 2022.

O TCU constatou falhas em compras militares no exterior, incluindo pagamentos não efetivos.
O cenário das compras militares no exterior
O Tribunal de Contas da União (TCU) revelou um conjunto de irregularidades nas aquisições realizadas por comissões militares brasileiras no exterior, abrangendo o período de 2018 a 2022. As práticas identificadas comprometem a transparência e a responsabilidade fiscal das Forças Armadas. Com um total de R$ 23 bilhões movimentados, o relatório aponta que cerca de R$ 7 bilhões foram auditados, evidenciando uma falta de controle e supervisão nas aquisições.
Irregularidades identificadas
A auditoria, aprovada pela Corte, destacou a movimentação de recursos por cinco comissões militares, incluindo a Marinha, o Exército e a Aeronáutica. Um dos pontos críticos foi a Comissão do Exército Brasileiro em Washington, onde foram encontrados lançamentos de liquidação e pagamento antecipados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) antes da assinatura de contratos, totalizando mais de R$ 400 milhões em anos específicos. Além disso, o uso de cartão de crédito de bancos privados para despesas públicas no exterior foi realizado sem respaldo legal, o que levanta sérias preocupações sobre a gestão financeira.
Recomendações para a transparência
Diante das constatações, o TCU não apenas determinou a abertura de processos para apurar responsabilidades, mas também recomendou que as Forças Armadas priorizem compras nacionais. O relatório sugere que muitos itens adquiridos no exterior, como materiais de escritório e equipamentos de informática, estão amplamente disponíveis no mercado nacional, o que poderia reduzir custos e aumentar a transparência nas aquisições.
Próximos passos
O TCU enviou cópias de suas decisões ao Tesouro Nacional e ao Ministério Público Militar, enfatizando a necessidade de correção dos lançamentos contábeis irregulares e a implementação de medidas que aprimorem a supervisão das compras realizadas fora do país. As Forças Armadas agora enfrentam a tarefa de melhorar seus processos internos e garantir que as aquisições estejam em conformidade com as normas legais e financeiras vigentes.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Agência Brasil





