Polícia Civil conclui inquérito sobre superdosagem que deixou criança em coma

Técnica de enfermagem é indiciada após errarem dosagem de medicamento em bebê no RS, que ficou em coma.
Erro crítico na dosagem de medicamento em bebê de 1 ano
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou a técnica de enfermagem responsável por aplicar uma dosagem excessiva de um medicamento em um bebê de 1 ano, causando sérias complicações de saúde. O incidente ocorreu em maio deste ano, em Porto Alegre, onde a criança ficou em coma após receber uma dose dez vezes maior do que a prescrita pela equipe médica.
Detalhes do inquérito e causas da superdosagem
De acordo com a investigação, a documentação hospitalar e o laudo pericial, que culminaram na conclusão do inquérito na última quarta-feira (10), confirmaram que a prescrição médica foi correta. O erro, portanto, se deu na administração do medicamento, realizada de forma inadequada pela técnica de enfermagem. A delegada Alice Fernandes, responsável pelo caso, informou que o bebê foi inicialmente encaminhado ao Hospital de Clínicas para uma cirurgia do sistema gastrointestinal, que ocorreu com sucesso.
Consequências para a saúde da criança
Após a cirurgia, a criança foi transferida da UTI para a enfermaria pediátrica, onde recebeu a dose errada do medicamento. Essa superdosagem resultou em uma parada cardiorrespiratória e danos neurológicos. O Hospital de Clínicas de Porto Alegre declarou que o bebê continua internado e em estado grave, recebendo suporte e assistência integral.
A ação da polícia e as implicações legais
A técnica de enfermagem foi indiciada por administração culposa de droga e lesão corporal culposa, destacando a negligência na aplicação e cuidado ao preparar a medicação. Este caso levanta questões sobre a segurança e os protocolos em ambientes hospitalares, além da responsabilidade dos profissionais de saúde na administração de medicamentos.
Considerações finais
A situação reitera a importância de rigorosos procedimentos na administração de medicamentos, especialmente em pacientes vulneráveis como crianças. A investigação segue em andamento para garantir a responsabilização adequada e a prevenção de futuros incidentes semelhantes.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Governo do RS





