Tecnologia de análise em tempo real transforma cirurgia de câncer de mama

Inovação promete aumentar a precisão e reduzir o tempo de espera em hospitais.

Tecnologia de análise em tempo real transforma cirurgia de câncer de mama
Câncer de mama • Freepik

Uma nova tecnologia utiliza inteligência artificial para analisar câncer de mama em tempo real durante cirurgias, aumentando a precisão dos procedimentos.

Uma nova tecnologia está revolucionando o tratamento do câncer de mama no Brasil. Uma healthtech de Anápolis, em Goiás, criou um dispositivo que utiliza inteligência artificial (IA) para analisar tumores durante a cirurgia, permitindo uma abordagem mais precisa e confiável. O equipamento, chamado OBNext, combina IA e fluorescência por imagem, oferecendo resultados em tempo real e reduzindo a necessidade de terceirização de análises.

O que é o OBNext?

O dispositivo OBNext é um marco na cirurgia de câncer de mama. Durante o procedimento, um marcador fluorescente é aplicado ao paciente. Assim que o tumor é retirado, o OBNext gera um “gêmeo digital” da amostra, destacando áreas saudáveis em verde e áreas comprometidas em vermelho. Isso fornece ao cirurgião informações essenciais para decidir se mais tecido deve ser removido, aumentando a eficácia do tratamento.

Benefícios da tecnologia

A implementação dessa tecnologia pode trazer diversos benefícios significativos:
Precisão e rapidez: A análise em tempo real elimina a necessidade de congelamento de amostras e espera por resultados laboratoriais, que podem levar de 30 a 60 minutos ou até uma semana em casos mais críticos.
Redução de custos: Com o OBNext, os hospitais podem diminuir a dependência de laboratórios externos, reduzindo despesas e otimizando recursos.

  • Acesso democratizado: O objetivo é levar essa tecnologia a hospitais em cidades pequenas e médias, onde serviços especializados muitas vezes não estão disponíveis.

O futuro da cirurgia oncológica

O médico Antônio César, cofundador da GONexter, enfatiza a importância de trazer essa visão intraoperatória. “Ao ter essa visão durante a cirurgia, o cirurgião pode interpretar melhor as áreas a serem retiradas, resultando em uma abordagem mais efetiva e precisa.”

Em um estudo piloto com sete pacientes, a técnica conseguiu diferenciar tumores benignos de malignos em tempo real e identificar áreas residuais que não haviam sido detectadas por métodos tradicionais. A partir de janeiro, um estudo regional com 30 a 50 pacientes está programado, com a expectativa de expandir a tecnologia para todo o Brasil, dependendo dos resultados.

O fármaco utilizado como marcador está em fase de validação clínica e aguarda aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A expectativa é que a tecnologia seja disponibilizada em breve para o SUS e outros hospitais de saúde no Brasil e exterior.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br