Tecnologia da Orion impulsiona retorno humano à Lua na Artemis II

Missão Artemis II testa sistemas avançados da espaçonave Orion para garantir sustentabilidade e segurança da tripulação lunar

Tecnologia da Orion impulsiona retorno humano à Lua na Artemis II
Astronautas a bordo da Orion durante treinamento para a missão Artemis II. Divulgação

A tecnologia da Orion é fundamental para a missão Artemis II, que testa avanços para o retorno humano à Lua após décadas.

Tecnologia da Orion na missão Artemis II e o retorno humano à Lua

A tecnologia da Orion é a base fundamental para o sucesso da missão Artemis II, que representa o retorno humano à Lua após décadas de ausência. Concebida inicialmente para levar humanos além da órbita terrestre, a Orion evoluiu significativamente para atender às exigências das missões do programa Artemis. Nesta missão, ela assumirá o papel vital de abrigar e sustentar quatro astronautas, incorporando sistemas autônomos de suporte à vida, navegação e gerenciamento de recursos. O astronauta e engenheiro da missão lideram os preparativos para validar esses sistemas críticos em condições reais de voo.

Inovações no suporte à vida e segurança para operações lunares

Um dos principais avanços da tecnologia da Orion está no Sistema de Controle Ambiental e Suporte à Vida (ECLSS), que será testado com tripulação pela primeira vez na Artemis II. Este sistema mantém a atmosfera interna respirável, utilizando sensores a laser para monitoramento preciso da qualidade do ar. Além disso, destacam-se os depuradores de dióxido de carbono regenerativos, que removem gases tóxicos diretamente para o espaço, permitindo um ciclo contínuo de purificação do ar. Outro elemento crucial é o gerenciamento de água e resíduos, que será testado para garantir sua confiabilidade em missões onde o reabastecimento é inviável.

Estrutura, ergonomia e sistemas digitais para a habitabilidade da tripulação

O ambiente interno da Orion foi projetado para oferecer funcionalidade e segurança, incluindo assentos com absorção de impacto e organização eficiente do espaço limitado, facilitando a mobilidade dos astronautas em microgravidade. A cabine conta ainda com o glass cockpit, um painel de controle digital multifuncional que substituirá instrumentos analógicos tradicionais, operando pela primeira vez em condições reais de espaço profundo. A integração dos trajes intraveiculares com os sistemas da nave, como ventilação e fornecimento de oxigênio, também será avaliada para garantir a habitabilidade e segurança da tripulação durante toda a missão.

Sistema de aborto de lançamento: proteção avançada para a tripulação

Com a presença de astronautas na Artemis II, o Sistema de Aborto de Lançamento foi ativado, representando um avanço significativo em segurança. Esse sistema, visível externamente por um pino pontiagudo no topo da cápsula, possui motores potentes capazes de separar rapidamente a tripulação do foguete em caso de falhas críticas durante a ignição. A ação ocorre em frações de segundo, garantindo que os astronautas sejam levados a uma distância segura, minimizando riscos durante os momentos iniciais do voo.

Aprimoramentos no escudo térmico e perfil de reentrada para futuras missões

Após o desgaste inesperado no escudo térmico na missão Artemis I, a equipe da NASA revisou a estratégia de reentrada da Orion. Em vez de substituir o material, foram adotados ajustes no ângulo de entrada, perfil de desaceleração e o uso de skip reentry, uma técnica que permite à espaçonave “quicar” na atmosfera superior antes do mergulho final. Essa abordagem redistribui a carga térmica, reduzindo picos de aquecimento e o estresse estrutural, ponto vital para garantir a segurança em futuras operações lunares tripuladas e missões mais distantes, como as planejadas para Marte.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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