Tecpar e UEPG criam biobanco público de células-tronco

Parceria inédita no Paraná visa pesquisa clínica com células-tronco mesenquimais para tratamento de fissura labiopalatina

Tecpar e UEPG criam biobanco público de células-tronco
Técnicos do Tecpar apresentam infraestrutura para armazenamento e processamento de células-tronco em laboratório especializado

Instituto de Tecnologia do Paraná e Universidade Estadual de Ponta Grossa investem R$ 17,5 milhões em pesquisa clínica inovadora com células mesenquimais

Biobanco público de células-tronco é criado no Paraná

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) firmaram parceria inédita na sexta-feira (26 de junho) para desenvolver um biobanco público de células-tronco mesenquimais destinado a pesquisa clínica e futuros tratamentos. A iniciativa marca avanço significativo no campo da medicina regenerativa no Estado.

Investimento milionário para pesquisa clínica

O projeto será financiado com R$ 17,5 milhões provenientes do Fundo Paraná, dotação orçamentária constitucional de fomento científico gerida pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). Esse aporte demonstra comprometimento do governo estadual com desenvolvimento de tecnologias inovadoras na área de saúde.

Foco em fissura labiopalatina

A pesquisa clínica concentra-se no tratamento de pacientes com fissura labiopalatina, condição popularmente conhecida como lábio leporino. O biobanco armazenará amostras biológicas coletadas desses pacientes para subsidiar investigações científicas contínuas e publicações futuras.

Processos especializados de armazenamento

As amostras serão encaminhadas para processamento em laboratórios especializados, onde passarão por isolamento, caracterização celular e controle rigoroso de qualidade. Posteriormente, serão preservadas em nitrogênio líquido, garantindo viabilidade para pesquisas de longo prazo.

Aprovação regulatória em fase final

O diretor industrial da Saúde do Tecpar, Iram de Rezende, ressaltou que a parceria integra projeto aprovado no Fundo Paraná, com análise pendente junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A aprovação regulatória representa etapa crucial para implementação operacional da iniciativa.