Tenente-coronel acusado de feminicídio passa mal e segue preso em presídio militar

Após audiência de custódia manter prisão, oficial apresenta problemas de saúde e é atendido no hospital militar

Tenente-coronel acusado de feminicídio passa mal e segue preso em presídio militar
Entrada do Presídio Militar Romão Gomes. Foto: Fala Pirituba

Tenente-coronel acusado de feminicídio passa mal no presídio militar após audiência de custódia e segue sob investigação dupla.

Contexto do caso envolvendo tenente-coronel acusado de feminicídio

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio, segue preso no Presídio Militar Romão Gomes após audiência de custódia realizada em 19 de março de 2026. O oficial passou mal ao retornar à unidade prisional, relatando dias sem dormir, dores intensas no peito e pressão alta. O episódio expõe a tensão e a complexidade deste caso que ganhou repercussão na segurança pública paulista. A vítima, policial militar Gisele Alves Santana, foi morta no apartamento do casal no bairro do Brás em 18 de fevereiro de 2026, após uma discussão motivada pela decisão da vítima de se separar.

Detalhes da investigação e acusações contra o oficial

O Ministério Público apresentou denúncia contra o tenente-coronel por feminicídio com motivo torpe, além de fraude processual por tentativa de simular o suicídio da esposa. Documentos oficiais indicam que o acusado teria manipulado a cena do crime, posicionando a arma na mão da vítima e alterando elementos para induzir erro na apuração. Laudos periciais apontam inconsistências na versão da defesa, incluindo manchas de sangue nas roupas do oficial e evidências de que ele teria tomado banho para eliminar vestígios após o homicídio.

Dupla jurisdição e posicionamento da defesa

Devido à natureza do caso envolvendo policiais militares, a investigação tramita simultaneamente na Justiça Militar e na Justiça comum, fato que gerou questionamentos da defesa do tenente-coronel. Em nota, o escritório responsável informou estar “estarrecido” com a manutenção das duas jurisdições e protocolou reclamação no Superior Tribunal de Justiça contra a decisão da Justiça Militar. A defesa também estuda a possibilidade de habeas corpus relativo à decisão da 5ª Vara do Júri da Capital. Apesar das controvérsias, o advogado reafirmou confiança nas autoridades e aguarda o esclarecimento completo dos fatos.

Repercussões e direitos fundamentais em foco

Além das questões jurídicas, a defesa destacou preocupação com a exposição indevida da vida privada do acusado, ressaltando que a divulgação de informações descontextualizadas tem afetado a honra e dignidade do tenente-coronel. Em respeito à Constituição Federal, a defesa aponta que a intimidade e imagem são direitos fundamentais que devem ser preservados durante o processo investigativo e judicial.

Atendimento médico e situação atual do tenente-coronel

Após passar mal no presídio, o tenente-coronel foi encaminhado ao Hospital Policial Militar, onde recebeu atendimento e medicamentos, sendo liberado para retornar ao Presídio Militar Romão Gomes. Ele foi orientado a retornar para nova avaliação médica no dia seguinte. Esse quadro de saúde evidencia o impacto emocional e físico que o processo tem causado ao oficial, que continua sob custódia enquanto as investigações prosseguem.

Este caso representa um desafio para o sistema judiciário e para a cúpula militar, que precisam lidar simultaneamente com as exigências legais, o respeito aos direitos do acusado e a busca pela justiça diante de uma acusação grave de feminicídio em contexto militar.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Fala Pirituba